02 de fevereiro, 2012 às 16:08
Pantanal está ameaçado devido intensa agricultura e abate de árvores
Ambientalistas do World Wildlife Fund (WWF) soaram o alarme por ocasião do Dia Mundial das Zonas Húmidas, celebrado no dia 2 de Fevereiro desde 1997, para resgatar este santuário do Mato Grosso do Sul.
Os cientistas da ONG apoiam-se num estudo inédito publicado após três anos de pesquisas, realizado por cerca de 30 especialistas de quatro países (Brasil, Paraguai, Bolívia e Argentina), que partilham a bacia do rio Paraguai, que nasce no Mato Grosso e percorre 2.600 km antes de desaguar no Rio Paraná, na Argentina.
Segundo o WWF, esta região que se estende por 1,2 milhões de km2 corre um grave risco ecológico. O biólogo Glauco Kimura, coordenador do programa «Water for Life» («Água para a vida») do WWF, é categórico: «o Pantanal está ameaçado. Isto pode parecer surpreendente, mas é a triste realidade.
O nosso estudo demonstra que 14% da bacia do rio Paraguai deve ser protegida de maneira urgente». Antes de percorrer de barco as curvas do rio Cuiabá, sobrevoado por algumas aves de rapina e por uma série de papagaios coloridos, Kimura e a sua equipa detêm-se na floresta da Chapada dos Guimarães.
A vista é excepcional. Mostra, de longe, o exuberante Pantanal, verdadeiro santuário ecológico. Mas é do alto, no Planalto (conhecido também como «Cerrado»), que vem o perigo. «Comparo esta região a um prato», explica o ecologista. «O Planalto nas bordas e o Pantanal no fundo do prato. E o segundo sofre com os excessos do primeiro».
O abate, a agricultura excessiva, o desenvolvimento urbano ou a multiplicação de barragens são alguns dos riscos para as águas que alimentam o Pantanal. Cerca de 15% da cobertura vegetal do Pantanal já foi destruída pelos cultivos de soja e pelos pastos para o gado, estima o WWF.
Sapo/MA

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