03 de fevereiro, 2012 às 07:19

Atenção ao manejo das lavouras de soja contra a ferrugem

Mato Grosso do Sul intensifica a necessidade de monitoramento das lavouras e adoção de boas práticas no campo, com o surgimento dos primeiros focos

Da Redação

Há 10 anos os produtores rurais brasileiros se preocupam com a ameaça da ferrugem asiática. A doença, responsável por quedas de produtividade de até 80%, segundo a Embrapa Soja, surge a cada safra em um período diferente, devido às condições climáticas e pode acometer, primeiramente, sojas voluntárias, sendo necessário monitoramento constante das lavouras. “O aparecimento da ferrugem asiática está intimamente ligado ao clima do período da entressafra. Quando for seco, a ferrugem chegará tardiamente”, afirma Edson Borges, engenheiro agrônomo e diretor executivo da Fundação Chapadão.

 

De acordo com Borges, fenômenos climáticos como o La Niña indicavam que haveria um longo período de chuvas, entretanto as previsões ainda não foram concretizadas. “Embora estimativas ainda se mantenham, os sojicultores devem adotar ações preventivas durante o estágio de florescimento, com aplicações de fungicidas. Vale ressaltar que o manejo adequado é mais efetivo quando realizado a partir do acerto da primeira aplicação, antes do surgimento de focos”, destaca.

 

Lavouras de todo País estão sob vigilância. “Mesmo que os focos de ferrugem asiática estejam distantes da região plantada, o produtor é orientado a realizar a aplicação preventiva de fungicidas. Caso queira aguardar o plantio atingir estágios avançados, o recomendado é não deixar ultrapassar o período da formação das vagens, pois a pressão da doença e a sensibilidade de cultura são ampliadas. Até esse estágio é possível monitorar a lavoura e a direção dos ventos, que podem carregar esporos de uma região a outra”, pontua Borges.

 

Leocyr Lazarete Junior, engenheiro agrônomo do Grupo Masutti, afirma ter adotado práticas de prevenção diferenciadas para a safra 2011/2012. “Antecipamos a aplicação de fungicidas nas lavouras em até 10 dias, proporcionando um bom controle preventivo da ferrugem e também reduzindo significativamente a ocorrência de Doenças de Final de Ciclo (DFC), uma vez que a lavoura está mais aberta, proporcionando assim maior eficiência na cobertura do baixeiro da planta”. O Grupo Masutti decidiu adicionar mais uma aplicação ao plano de manejo, com o intuito de adquirir ganhos em sanidade e massa foliar para seus 32 mil hectares, estimados em 53 sacas de 60kg/ha na safra atual.

 

Como uma importante alternativa para os produtores rurais, produtos desenvolvidos após diversas pesquisas sobre o comportamento da doença demonstram ótimos resultados durante todo o desenvolvimento da cultura. “Anteriormente o mercado disponibilizava para a prevenção e controle do cultivo, fungicidas à base de triazóis. Hoje já é possível encontrar tecnologia com uma nova e revolucionária classe química, que permite atuação forte e abrangente no metabolismo do fungo, além de maior velocidade de penetração e menor dose de aplicação. Os resultados são maior abrangência e eficiência até mesmo em populações tolerantes”, diz Fernando Prudente, gerente de cultura soja da Bayer CropScience para a região Centro-Oeste.

 

 

 

Ferramenta inovadora

Como uma das líderes mundiais em ciências agrícolas, a Bayer CropScience acompanha a evolução da ferrugem ao longo dos últimos anos e, com isso, conseguiu desenvolver uma solução diferenciada para o manejo da ferrugem e do complexo de doenças da soja. Recentemente, a empresa lançou o fungicida FOX®, solução pertencente a uma classe química chamada Triazolinthiona, que foi descoberta pela empresa. O produto é ideal para o manejo da ferrugem asiática e viabiliza a rotação de fungicidas, pois a classe Triazolinthiona permite que o produto atue de uma maneira mais forte e abrangente no metabolismo do fungo, proporcionando eficiência superior, mesmo em populações mais tolerantes aos fungicidas atuais, além do amplo espectro de ação que inclui o manejo de importantes doenças da cultura como a mancha-alvo e oídio.

 

Em seu portfólio para a cultura da soja, a empresa destaca ainda o produto Sphere®Max, fungicida que possui a tecnologia de microcristais na formulação para o controle das principais doenças da cultura soja, bem como assistência técnica necessária para que os produtores possam manejar de forma adequada suas lavouras, obtendo o máximo potencial produtivo das plantas de soja. “A Bayer CropScience oferece soluções integradas e todo expertise em pesquisas para atender às expectativas dos sojicultores. O alerta para a ferrugem asiática é pertinente e tem por objetivo otimizar o potencial produtivo e competitividade das lavouras”, completa Prudente.

 

Ana Mangieri


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