09 de dezembro, 2011 às 08:48
Acusados de matar vereador de Alcinópolis serão julgados em fevereiro
Irineu Maciel e Valdemir Vansan, acusados de participação no homicídio do vereador Carlos Antonio Costa Carneiro, então presidente da Câmara de Vereadores de Alcinópolis, vão a julgamento no dia 24 de fevereiro do ano que vem. Carneiro foi assassinado no dia 26 de outubro de 2010 em Campo Grande, próximo do Hotel Vale Verde, por dois homens que estavam em uma moto.
Irineu é apontado como autor dos disparos que mataram o parlamentar e, durante o processo, negou motivação política. Ele alegou que matou o vereador por vingança, pois tinha sido “humilhado” pela vítima. Para cometer o ato, ele teria ligado duas vezes para Carneiro fingindo ser um empresário interessado em abrir um frigorífico em Alcinópolis. Para fechar o suposto acordo, um encontro foi marcado no Hotel Vale Verde, onde o vereador foi assassinado.
Já Valdemir, apontado pelo próprio Irineu como mandante do homicídio, nega participação no crime. Ele sustenta que estava em casa no momento do assassinato e não conhece ninguém da família de Carneiro. Em depoimento no mês de março, disse acreditar que Irineu o envolveu na história porque está “escondendo alguém”.
Ambos negaram a delação premiada - onde poderiam reduzir um terço da pena, caso condenados, se colaborassem com as investigações.
O então prefeito de Alcinópolis, Manoel Nunes da Silva (PR), ficou preso por dois meses em Campo Grande acusado de participação no crime e foi solto pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça).
O crime
Carlos Antônio Carneiro foi morto por volta das 13 horas do dia 26 de outubro, em frente ao hotel Vale Verde. Ele foi atingido por tiros e morreu no local.
Segundo a polícia, dois agentes da DGPC (Delegacia Geral De Polícia Civil) perceberam a movimentação do pistoleiro Ireneu Maciel, conhecido como Vaca Magra, e o seguiram. Ele foi preso com o comparsa Aparecido de Souza Fernandes, que pilotava a motocicleta que daria fuga à dupla. Fernandes disse em depoimento que não sabia que o colega era pistoleiro e que ia matar o vereador.
Ao que tudo indica o vereador foi vítima de uma emboscada. Ele chegou no hotel e disse na recepção que alguém (nome não revelado) o esperava para almoçar.
Carlos Antônio foi informado que no local que ninguém o aguardava e que ali não servia almoço. Ao sair do local ele recebeu uma ligação no celular e instante depois foi morto ainda em frente do hotel.
Midia Max

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