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Marcelo Araújo, árbitro de rodeio de Cassilândia, julgará no Barretos Internacional

Cassilândia terá mais um representante de destaque no Rodeio Internacional de Barretos: Marcelo Araújo, árbitro de rodeio, que começa a julgar a competição nesta quinta-feira, 28 de agosto de 2025. Marcelo Araújo, que mora em Cassilândia há três anos e meio e se considera um cassilandense, é um dos mais conceituados julgadores de montaria do Brasil.

Com 30 anos de experiência no rodeio, Marcelo montou por 20 anos e julga há 11 anos, tendo atuado em diversas festas grandes, incluindo Barretos. Ele é natural de Paragominas, Pará, e passou por cidades como Goiânia e Colinas antes de se estabelecer em Cassilândia. Como peão, ganhou seis carros e 23 motos, incluindo prêmios em rodeios famosos como Colorado e Itaguaí.

Em entrevista ao Programa Rotativa no Ar, da Rádio Patriarca, nesta quinta-feira, 28 de agosto, Marcelo explicou que ser um ex-peão pode facilitar o entendimento do julgamento, mas não é um pré-requisito, pois há ótimos juízes que nunca montaram. O julgamento exige inteligência, conhecimento e estudo do pulo do animal.

  • Touro: é avaliado em cinco quesitos: coice, pulo, giro, grau de dificuldade e intensidade. Depois, o domínio do peão sobre o touro é avaliado. O peão precisa ter uma vantagem sobre o animal. Diferente do cavalo, não é obrigatório que o peão esporeie o touro, mas se o fizer, demonstra maior domínio.
  • Cavalo: o cavalo depende de ser esporeado. Marcelo ressaltou que, no livro de regras, faltam quesitos específicos para julgar o cavalo, como coice ou intensidade, o que é uma lacuna que a associação de juízes busca preencher. A nota do peão de cavalo é dada principalmente pela espora e pelo pulo do animal.

Diferença entre rodeio da PBR e o brasileiro: Marcelo destacou que a principal diferença entre o rodeio da Profissional Bull Riders (PBR) americana e o rodeio brasileiro é o padrão de julgamento. A PBR exige um julgamento mais baixo e criterioso, sendo raro ver notas acima de 90 pontos. A PBR faz uma diferença maior entre a nota do animal e a do peão, com um padrão geral de julgamento que é mais rigoroso.

O “clock” e a conduta do peão: uma regra recente, criada nos Estados Unidos, é o “clock”. Esta regra, considerada uma das melhores criações para o andamento do rodeio, é acionada pelo juiz do brete se o animal der oportunidade e o peão não soltar. O peão tem então 30 segundos para soltar o animal; se ultrapassar esse tempo, é desclassificado. Isso evita que o peão “enrole” em cima do touro para quebrar o gás do animal ou influenciar seu desempenho.

Arbitragem no rodeio: ser árbitro de rodeio é uma grande responsabilidade e uma função muito criticada, pois o público, muitas vezes, julga pela emoção, enquanto o juiz deve agir pela razão. Marcelo explicou que o juiz tem 8 segundos para avaliar a montada e dar a nota. Embora o juiz possa assistir ao replay para tirar dúvidas sobre apelos ou tempo, a nota principal deve ser dada no momento da montaria. O atleta não tem o direito de pedir revisão; apenas o juiz pode fazê-lo se tiver dúvidas. Em rodeios como Barretos, a montaria é julgada por quatro árbitros, dois no brete e dois na arena, e a nota final é uma média. Essa prática é considerada mais justa, pois diferentes ângulos de visão e a média das notas contribuem para um resultado mais preciso. Marcelo Araújo faz parte da Associação do Juiz de Rodeio (ABJR) e da Confederação Nacional do Rodeio (CENAR), que promovem seminários para uniformizar as regras e capacitar os árbitros

Outros cassilandenses em Barretos: Cassilândia estará bem representada no Rodeio Internacional de Barretos, com dois peões disputando títulos a partir desta quinta-feira, 28 de agosto de 2025. São eles: Cléber Henrique Marques, conhecido como Bin (rodeio em Touros), e João da Conceição (rodeio em Cavalos). O árbitro de rodeio Marcelo Araújo, também de Cassilândia, conhece e acompanha os dois peões há anos, elogiando-os como ótimos profissionais e pessoas. Araújo mencionou que conhece João da Conceição há quase 30 anos, desde que começaram a montar juntos. Os também cassilandenses Lucas Fernando, o “Escurinho Bullfighter10”, e João “Poblema”, participarão como salva vidas em Barretos: o primeiro, no rodeio internacional; o segundo, no rodeio júnior.

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