O governo dos Estados Unidos anunciou um conjunto de medidas para reforçar a segurança nacional a partir do controle sobre terras agrícolas, cadeias produtivas e programas públicos ligados ao setor rural. As ações fazem parte de um plano federal voltado à proteção da produção de alimentos, ao estímulo à inovação doméstica e à redução da influência de países considerados adversários em áreas estratégicas da economia agrícola.
Entre as iniciativas está a abertura de uma consulta pública para modernizar regras que exigem a declaração de investimentos estrangeiros em terras agrícolas no país. A proposta busca aumentar a transparência, aprimorar a fiscalização e tornar mais eficiente o acompanhamento de aquisições, transferências e participações estrangeiras nessas áreas. O objetivo é fortalecer o monitoramento e a verificação dos dados, além de ampliar a cooperação com órgãos responsáveis por avaliar riscos à segurança nacional em operações envolvendo ativos rurais.
Dados oficiais indicam que entidades ligadas a países adversários controlam atualmente cerca de 277 mil acres de terras agrícolas nos Estados Unidos. Segundo o governo, esse cenário representa riscos para a segurança alimentar, para a integridade das cadeias de suprimento e para a proteção de infraestruturas críticas, incluindo instalações militares.
Outro eixo das medidas envolve mudanças em programas federais de compras e financiamento. O governo decidiu atualizar regras para garantir que benefícios e preferências públicas priorizem produtores e fabricantes nacionais, excluindo empresas e produtos associados a países considerados hostis. Com isso, entidades estrangeiras nessas condições deixam de ser elegíveis a programas de incentivo à produção de bens de base biológica e a linhas de crédito garantidas pelo governo.
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