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Mercado de milho entra em fase de maior equilíbrio

O mercado brasileiro de milho passou por mudanças relevantes nos últimos dois anos, refletindo a interação entre oferta elevada, dinâmica da demanda e fatores sazonais. Segundo análise da TF Agroeconômica, o comportamento recente dos preços pode ser dividido em três momentos distintos, que ajudam a explicar o atual patamar das cotações.

No primeiro semestre de 2024, o mercado viveu uma fase de baixa estrutural, com os preços recuando da faixa de R$ 62 a R$ 63 por saca para níveis próximos de R$ 57. Esse movimento foi sustentado pela grande disponibilidade interna, pelo fluxo intenso da safrinha e por uma demanda doméstica sem urgência de compra. Já entre o segundo semestre de 2024 e o início de 2025, houve um rali impulsionado por fatores climáticos e logísticos, levando as cotações a picos entre R$ 88 e R$ 90 por saca, em meio a incertezas sobre a safra de verão, maior ritmo das exportações, disputa logística com a soja e recomposição de estoques pelos consumidores.

A partir do segundo semestre de 2025, o mercado entrou em um processo de correção e lateralização, com preços ajustados para a faixa de R$ 63 a R$ 70 por saca. Esse movimento reflete um ambiente de maior equilíbrio, com oferta confortável, demanda previsível e ausência de gatilhos altistas relevantes no curto prazo. O nível atual, próximo de R$ 68 a R$ 70, permanece acima do piso estrutural observado em períodos de excesso de oferta, mas distante dos picos registrados em momentos de estresse.

No campo dos fundamentos, o Brasil mantém produção elevada e recorrente, sustentada pela expansão da safrinha, ganhos tecnológicos e estabilidade de área, com volumes acima de 120 milhões de toneladas nas safras 24/25 e 25/26. O consumo interno cresce de forma estrutural, puxado pela ração animal, pelo etanol de milho no Centro-Oeste e pela indústria, mas não é suficiente para absorver sozinho os excedentes. Assim, as exportações seguem como pilar essencial para evitar a formação excessiva de estoques, tornando o mercado interno sensível ao ritmo dos embarques e ao cenário internacional, especialmente ao desempenho da Bolsa de Chicago.

Agrolink

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