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Cotações do milho oscilam com dólar e Chicago em baixa

O mercado do milho apresentou comportamento misto nesta terça-feira, refletindo um início de ano ainda marcado por negociações lentas e ajustes técnicos. De acordo com a TF Agroeconômica, as cotações na B3 foram influenciadas pela queda do dólar e pelo recuo dos preços em Chicago, fatores que limitaram movimentos mais firmes no mercado doméstico.

 

Os contratos futuros do cereal negociados na bolsa brasileira oscilaram pouco ao longo do dia, em um ambiente de baixa liquidez, com o produtor ainda concentrado nas atividades de campo. As posições relacionadas ao milho safrinha ficaram praticamente estáveis, mas iniciam o ano em níveis inferiores aos observados ao longo de 2025. Esse cenário ocorre em meio a expectativas de ampla oferta para a próxima temporada, o que tende a manter o mercado cauteloso no curto prazo.

Segundo análises do Cepea, a produção total prevista para a safra 2025/26 deverá ser a segunda maior da história, ficando atrás apenas do volume recorde da temporada atual. Esse aumento da oferta, no entanto, deve vir acompanhado de um consumo doméstico também recorde, impulsionado principalmente pela expansão da indústria de etanol de milho e pela forte demanda dos setores de proteína animal. Ainda assim, a combinação desses fatores pode resultar em uma pressão inicial sobre os preços e em um período prolongado de estabilidade, semelhante ao observado no segundo semestre de 2025.

 

No fechamento do dia na B3, o contrato janeiro/26 foi cotado a R$ 69,47, com leve queda diária e perdas acumuladas na semana. O vencimento março/26 encerrou a R$ 73,90, enquanto o contrato maio/26 fechou a R$ 73,25, ambos também registrando baixas no comparativo diário e semanal.

No mercado internacional, os preços do milho na Bolsa de Chicago encerraram em queda, pressionados por movimentos de realização de lucros. O contrato março recuou para US$ 4,44 por bushel, enquanto o maio fechou a US$ 4,51 por bushel, reforçando o viés de ajuste observado ao longo da sessão.

Agrolink

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