O mercado de milho apresentou movimentos distintos nos principais referenciais de preços, refletindo um início de ano marcado por negociações mais lentas e ajustes de posicionamento. No Brasil, as cotações futuras recuaram, enquanto no mercado internacional o cereal encontrou sustentação em fatores ligados à demanda, resultando em altas moderadas ao longo do dia. De acordo com a TF Agroeconômica, esse comportamento oposto evidencia dinâmicas específicas de oferta e procura em cada praça.
Na B3, o milho encerrou a quarta-feira em baixa, em um cenário de menor ritmo de negócios típico do começo do ano. O avanço ainda tímido da colheita da primeira safra contribui para maior tranquilidade na formação de estoques e reduz a urgência por compras, tornando a cobertura mais organizada. Ao mesmo tempo, produtores passam a buscar preços mais atrativos antes de intensificar a colheita da soja, o que também influencia a formação das cotações.
Nesse contexto, os contratos futuros apresentaram perdas ao longo do dia e da semana. O vencimento janeiro de 2026 fechou a R$ 69,00, com recuo diário de R$ 0,47 e queda semanal de R$ 1,28. O contrato março de 2026 encerrou a R$ 73,07, registrando baixa de R$ 0,83 no dia e de R$ 1,40 na semana. Já o vencimento maio de 2026 foi cotado a R$ 72,51, com desvalorização diária de R$ 0,74 e semanal de R$ 1,34
Em Chicago, o milho seguiu direção oposta e fechou em alta, sustentado por uma demanda considerada aquecida. O contrato março avançou 0,62%, para 446,75 centavos de dólar por bushel, enquanto o vencimento maio teve alta de 0,61%, encerrando a 454,00 centavos de dólar por bushel











