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Mais de mil motoristas são flagrados sem habilitação

O trânsito de Três Lagoas tem se tornado cada vez mais desafiador e perigoso, exigindo atenção redobrada de motoristas, pedestres e ciclistas. Dados oficiais revelam um cenário preocupante: 1.024 pessoas foram flagradas dirigindo sem Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ao longo de 2025, o que representa um aumento de 16,6% em relação a 2024.

O número é considerado alto pelos órgãos de fiscalização e equivale a uma média de 85 motoristas autuados por mês apenas por conduzir veículo sem habilitação. Segundo as autoridades, muitos desses condutores não possuem qualquer preparo técnico e acabam se envolvendo em acidentes.

As autuações são realizadas de forma integrada pelos agentes municipais de trânsito e pela Polícia Militar, que atuam diariamente em abordagens e blitzes. Todas as ocorrências são encaminhadas ao Departamento Estadual de Trânsito, responsável pela consolidação dos dados estatísticos.

Números que preocupam

O histórico recente mostra que o problema persiste:

·         2023: 972 motoristas flagrados sem CNH

·         2024: 878 registros

·         2025: 1.024 ocorrências

Em todo o Mato Grosso do Sul, 15.700 condutores foram multados no último ano por dirigir sem habilitação. Desse total, Três Lagoas responde por mais de mil casos, figurando entre os municípios com maior índice da infração.

Infração gravíssima

Conforme o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), dirigir sem CNH é infração gravíssima, com:

·         Multa de R$ 880

·         Sete pontos na carteira (quando houver habilitação)

·         Retenção do veículo, liberado somente após a apresentação de um condutor habilitado

Frota cresce, risco também

O aumento das infrações acompanha o crescimento da frota. Dados do Denatran apontam que Três Lagoas já possui 107,9 mil veículos em circulação, reflexo do crescimento populacional e econômico do município.

Para as autoridades, o cenário reforça a urgência de educação no trânsito, fiscalização constante e conscientização da população, para que a imprudência não continue transformando o cotidiano urbano em um ambiente de risco.

“Fiscalizar é necessário, mas educar é fundamental para salvar vidas”, reforçam os órgãos de trânsito.

 

Fonte: Da Redação

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