O mercado internacional de milho encerrou o último pregão com leve recuo nos contratos negociados em Chicago, em um movimento de ajuste após a recuperação registrada nos meses anteriores. De acordo com a TF Agroeconômica, apesar da queda pontual, o saldo semanal segue positivo e indica um período de consolidação das cotações.
No curto prazo, o viés levemente negativo tem sido influenciado pelo rebalanceamento de portfólios dos investidores, que reduziram posições compradas, e pelo aumento das vendas de produtores norte-americanos, que aproveitaram a recente valorização para comercializar parte da safra recorde. Esse comportamento tem limitado avanços adicionais no mercado futuro.
Mesmo com essas pressões, as quedas permanecem contidas por fundamentos considerados relevantes. As exportações dos Estados Unidos continuam robustas no acumulado do ano comercial, ainda que tenham apresentado desaceleração recente. Além disso, cresce a expectativa de que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos revise para baixo as estimativas de produção e de estoques finais, diante de projeções privadas inferiores às oficiais. As médias de mercado apontam produção de 420,44 milhões de toneladas e estoques finais de 50,09 milhões de toneladas, ambos abaixo dos números divulgados anteriormente.
No Brasil, a ANEC estimou exportações de milho de 2,85 milhões de toneladas em janeiro, volume inferior ao registrado em dezembro e também abaixo do embarcado no mesmo mês do ano passado. A redução reflete a menor disponibilidade sazonal e a maior atenção do mercado à demanda interna.
Do ponto de vista técnico, os contratos março de 2026 operam em movimento lateral, com preços concentrados entre 430 e 450 centavos de dólar por bushel, sinalizando consolidação e tendência neutra a levemente baixista no curto prazo.
Agrolink












