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Após internação de bebê de 2 meses, fiscalização encontra fórmula infantil proibida em mercado de MS

Após a internação de um bebê de 2 meses por suspeita de intoxicação, em Dourados (MS), a Vigilância Sanitária encontrou fórmulas infantis proibidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) durante uma fiscalização em um mercado da cidade. Ainda não se sabe o motivo da internação.

A Vigilância Sanitária de Dourados (MS) informou, nesta quarta-feira (14), que investiga o caso de um bebê, com suspeita de meningite. Ainda não se sabe o motivo da internação.

No começo das investigações, a Vigilância Sanitária chegou a informar que a internação do bebê ocorreu após o consumo de uma fórmula infantil que teve lotes proibidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). As suspeitas da doença e da suposta intoxicação são investigadas.

No atendimento hospitalar, exames clínicos e laboratoriais indicaram a hipótese de meningite, com identificação de Salmonella spp. em amostra sanalisada no próprio hospital. Também foram observados sinais compatíveis com infecção intestinal.

O bebê permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em estado estável, com melhora do quadro clínico, mas continua intubado.

A Vigilância informou ainda que foi oficialmente notificada do caso na segunda-feira (12). As amostras clínicas foram enviadas ao Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) na terça-feira (13) e seguem em análise para confirmar o agente causador da infecção.

Os familiares entregaram a lata da fórmula infantil utilizada, que está entre os produtos suspensos pela Anvisa, conforme a Resolução nº 32/2026, por risco de contaminação por Bacillus cereus. A amostra do produto foi coletada e será encaminhada para análise laboratorial nesta quinta-feira (15).

Em nota, a Nestlé informou que “até o momento, não recebeu registros oficiais de casos de internação em seus canais de atendimento ao consumidor”.

Fórmula proibida estava à venda

Após o registro do caso do bebê, a prefeitura de Dourados informou que reforçou as ações de fiscalização em farmácias e supermercados da cidade. Mais de 20 estabelecimentos foram vistoriados, e alguns produtos da lista de restrição da Anvisa foram encontrados.

Segundo o gerente da Vigilância Sanitária de Dourados, Diego Mesquita, lotes proibidos da fórmula ainda foram encontrados em um supermercado da cidade.

“Muitos desses estabelecimentos já tinham recebido a informação do fornecedor e já tinham feito a retirada desses produtos, de suas prateleiras, suas gôndolas, porém ainda chegamos a encontrar, né, um lote desse em numa rede de supermercado”, detalha Mesquita.

Prefeitura reforça fiscalização em farmácias e supermercados

 

Lotes vetados pela vigilância sanitária. — Foto: Reprodução
Lotes vetados pela vigilância sanitária. — Foto: Reprodução

A orientação é para que pais e responsáveis verifiquem os lotes das fórmulas infantis e suspendam o uso do produto em caso de dúvida, para evitar riscos à saúde.

A prefeitura reforça que fórmulas pertencentes a lotes recolhidos não devem ser oferecidas às crianças. Se houver sintomas após o consumo, a recomendação é procurar atendimento médico imediato e, se possível, levar a embalagem do produto.

Anvisa proibiu lotes de fórmulas infantis da Nestlé

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a comercialização, a distribuição e o uso de alguns lotes de fórmulas infantis fabricadas pela Nestlé Brasil Ltda. A medida está prevista na Resolução nº 32/2026, publicada na última quarta-feira (7).

Segundo a Anvisa, a decisão tem caráter preventivo e foi tomada após a identificação do risco de contaminação por cereulide, uma toxina produzida pela bactéria Bacillus cereus. A ingestão de alimentos contaminados pode causar vômitos persistentes, diarreia e letargia, com sonolência excessiva, lentidão de movimentos e dificuldade de reação.

Os produtos com lotes proibidos são das marcas:

  • Nestogeno
  • Nan Supreme Pro
  • Nanlac Supreme Pro
  • Nanlac Comfor
  • Nan Sensitive
  • Alfamino

A Nestlé informou que o recolhimento dos produtos é voluntário e ocorre em nível global, após a detecção da toxina em um ingrediente fornecido por um fornecedor internacional de óleos terceirizados, utilizado em uma fábrica localizada na Holanda. No Brasil, apenas os lotes indicados pela Anvisa fazem parte do recall, sem impacto nos demais produtos das marcas.

Para troca ou devolução, os consumidores devem entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da Nestlé, conforme orientações disponíveis na embalagem.

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