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Veja quais canetas para perda de peso estão disponíveis e são autorizadas pela Anvisa no Brasil

Com o crescimento do uso de medicamentos injetáveis para emagrecimento — e após a Anvisa proibir versões ilegais conhecidas como “canetas do Paraguai” — aumenta também a dúvida sobre quais produtos são regularizados e autorizados no Brasil. Substâncias como semaglutidaliraglutida e tirzepatida estão por trás desses tratamentos, usados tanto para obesidade quanto para diabetes.

Abaixo, o g1 reúne a lista completa das canetas que possuem registro sanitário no país, ou seja, que podem ser vendidas legalmente

Tirzepatida

A tirzepatida, princípio ativo do medicamento Mounjaro, é aplicada por meio de uma caneta de uso semanal e tem sido associada a perdas de peso expressivas em estudos clínicos.

Pesquisas indicam reduções que podem ultrapassar 20% do peso corporal ao longo de cerca de 36 semanas, o equivalente a aproximadamente nove meses de tratamento.

Esses resultados levaram o fármaco a ser considerado, atualmente, a opção mais eficaz para emagrecimento disponível no mercado.

Os medicamentos Ozempic, Wegovy e Mounjaro são aplicados com canetas subcutâneas e têm ganhado espaço na busca pela perda de peso — Foto: Reprodução/Novo Nordisk/Eli Lilly
Os medicamentos Ozempic, Wegovy e Mounjaro são aplicados com canetas subcutâneas e têm ganhado espaço na busca pela perda de peso — Foto: Reprodução/Novo Nordisk/Eli Lilly

Assim como outros medicamentos dessa classe, a tirzepatida atua no controle da glicose no sangue e interfere nos mecanismos que regulam a fome.

Ao imitar a ação de hormônios naturais do organismo, o remédio aumenta a sensação de saciedade, o que contribui para a diminuição da ingestão de alimentos e para a perda gradual de peso ao longo do uso.

Como a tirzepatida age no organismo

A tirzepatida atua ao reproduzir no organismo a ação de dois hormônios envolvidos no controle do metabolismo e do apetite.

Um deles é o GIP, que estimula a liberação de insulina e contribui para a redução dos níveis de glicose no sangue, além de influenciar a diminuição da fome.

O outro é o GLP-1, responsável por retardar o esvaziamento do estômago e aumentar a sensação de saciedade, o que também leva à redução do apetite.

Estudos clínicos que embasaram a aprovação do medicamento pela Anvisa indicam que o Mounjaro apresenta desempenho superior tanto no controle da glicemia quanto na perda de peso quando comparado a outros remédios da mesma classe, como o Ozempic.

Semaglutida e liraglutida

A semaglutida e a liraglutida seguem como as principais substâncias usadas nas chamadas canetas injetáveis indicadas para o tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade.

Estudos apontam que o uso desses medicamentos pode levar a uma redução média de cerca de 6% do peso corporal ao longo de 12 semanas, embora os resultados variem conforme o perfil do paciente e o tempo de tratamento.

A liraglutida é administrada diariamente, enquanto a semaglutida tem aplicação semanal. Ambas estão presentes em medicamentos como Victoza e Saxenda, no caso da liraglutida, e Ozempic e Wegovy, no da semaglutida. Há ainda o Rybelsus, que contém semaglutida na forma oral.

Esses fármacos atuam reduzindo o apetite e aumentando a sensação de saciedade, ao interferirem em mecanismos hormonais ligados ao controle da fome.

Especialistas ressaltam que o uso deve fazer parte de uma estratégia mais ampla de tratamento, com acompanhamento médico, para garantir eficácia e segurança.

Como a semaglutida e a liraglutida atuam no organismo

A semaglutida e a liraglutida agem ao imitar a ação de um único hormônio produzido naturalmente pelo corpo: o GLP-1.

Esse hormônio é liberado principalmente por células do intestino e atua no cérebro, especialmente no hipotálamo, onde participa dos mecanismos de controle da fome, contribuindo para a redução do apetite.

No organismo, o GLP-1 natural tem uma duração curta. Ele é rapidamente inativado pela ação de uma enzima chamada DPP-4, o que faz com que a sensação de fome retorne em pouco tempo.

Já os medicamentos que reproduzem o efeito do GLP-1 foram desenvolvidos para resistir à ação dessa enzima, permanecendo ativos por mais tempo no corpo e prolongando a sensação de saciedade.

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