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Fique atento ao mercado de milho, diz consultoria

O mercado de milho passa por um período de transição, marcado por ajustes técnicos nos preços, baixa liquidez e um impasse entre compradores e vendedores, em um ambiente que exige atenção redobrada. Análise da TF Agroeconômica aponta que o movimento recente reflete um cenário de correção após oscilações intensas, sem indicar uma mudança estrutural de tendência no curto prazo.

No mercado internacional, os preços encerraram a semana em alta em Chicago, sustentados por um movimento de recuperação técnica depois das fortes quedas registradas anteriormente. O principal fator de apoio foi o desempenho expressivo das exportações dos Estados Unidos, que ajudou a compensar pressões negativas ligadas à política energética e às perspectivas de uma safra elevada no país.

Dados semanais do USDA mostraram vendas externas de 4,01 milhões de toneladas entre 9 e 15 de janeiro, acima tanto da semana anterior quanto das expectativas do mercado, configurando o maior volume semanal da safra 2025/26 até o momento. No acumulado, as exportações somam 56,05 milhões de toneladas, crescimento de 33,7% em relação ao mesmo período do ano passado, sinalizando demanda internacional aquecida para absorver a oferta norte-americana.

Outro elemento de sustentação veio do clima na Argentina, onde o déficit hídrico em regiões relevantes reduziu a condição das lavouras classificadas como boas ou excelentes, adicionando prêmio climático aos preços. A valorização do real frente ao dólar também contribuiu ao reduzir a competitividade das exportações brasileiras, diminuindo a pressão vendedora do país no mercado internacional e favorecendo as cotações em Chicago no curto prazo.

Por outro lado, permanecem fatores de baixa no horizonte. A frustração com a não liberação da venda do E15 durante todo o ano nos Estados Unidos limita a capacidade do etanol de absorver o excedente de milho, aumentando o risco de excesso estrutural de oferta. Soma-se a isso a perspectiva de safra recorde norte-americana, que mantém um viés estrutural baixista e exige uma resposta consistente da demanda para evitar pressão prolongada sobre os preços.

Agrolink

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