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Luto: Faleceu aos 81 anos, o pioneiro de Chapadão do Sul Plínio Carlos Kerber

Faleceu na cidade de São José do Rio Preto–SP o pioneiro Plínio Carlos Kerber, aos 81 anos.

Plínio enfrentava um tumor vertebral, que apresentou evolução nos últimos dias. Em busca de melhor atendimento médico, ele chegou a se mudar para Rio Preto, onde estava internado. Segundo informações de sua esposa, o quadro de saúde se agravou ontem e, no início da manhã de hoje, ele veio a óbito.

Nossa reportagem entrou em contato com a família, que informou que em breve serão divulgados o local e o horário do velório.

Uma história marcada em Chapadão do Sul

Plínio Carlos Kerber foi um dos pioneiros de Chapadão do Sul e teve participação importante na história da comunidade. Em 2023, ele concedeu uma entrevista relembrando sua trajetória, durante as comemorações dos 48 anos do Povoado da Pedra Branca, registrando memórias e momentos que ajudam a contar a construção do município.

Neste momento de dor, amigos e familiares se despedem de uma figura que fez parte da formação da cidade e deixa seu nome marcado na história local.

Entrevista especial feita pelo ocorreionews.com.br

A comunidade da Pedra Branca está comemorando 48 anos da instalação das primeiras 64 famílias, vinda do sul do País, a maioria de descendências alemães e polonês. A reportagem do site ocorreionews.com.br esteve na manhã de quarta-feira (26 de julho 2023), na casa de Plínio Carlos Kerber, que foi o pioneiro no plantio de grãos no assentamento.  Ele relatou a sua história de como conseguiu realizar o plantio de Arroz naquela época.

PLINIO KERBER – “Chegamos aqui em 1975, eu e minha família e outras 63 famílias, não tinha nada a não ser um forte cerrado. Para conseguir água, todos tinham que buscar no Rio Pedra Branca. Moramos por muito tempo debaixo de lonas e barracos improvisados, mas Deus nos deu a glória e aqueles que ficaram conseguiram vencer” afirma o produtor que hoje está aposentado.

Desafio de plantar

Plínio Kerber afirmou, que no mesmo ano em 75, no mês e novembro ele conseguiu plantar 30/hectares de arroz. (O governo cedeu as terras com objetivos de as famílias plantarem arroz).

Ele conta que apesar da tormenta de chuva, que provocou um desastre na colônia e levar uma grande parte da área plantada, o resultado foi muito bom, colheu o suficiente para pagar as contas.

Com o resultado positivo, no ano seguinte 76, dobrou a área de plantio e buscou o financiamento junto ao BB na cidade de Paranaíba e o resultado foi de 30 sacas por hectare.

SOJA

Vindo de uma região onde eles plantavam soja, Plínio resolveu fazer um experimento e fez pequenos “canteiros” e mesmo sem calcário, usando apenas fosfato, que era mandado da Alemanha para eles, resolveu então no mês de janeiro fazer o experimento, que teve um resultado de 12 sacos por hectare.

Este resultado, acendeu uma luz e o produtor que de imediato mandou fazer um analise da terra em São José do Rio Preto -SP, já que não havia laboratório em MS e com a instalação da agência do BB em Cassilândia, procurou na época o gerente Paulinho e comentou da sua intenção de plantar soja e que precisava de um empréstimo para plantar  hectares.

Conta Plínio Kerber, que o gerente olhou firmemente para ele e disse “o que é isso soja”. Ele então explicou para o gerente, que não disse nem sim e nem não.

Plínio não desistiu e após três visitas ao gerente, conseguiu um valor para plantar apenas 50 hectares. “Consegui o financiamento através de uma alçada de gerencia, a titulo de experiência e que em contrapartida eu teria que colher pelo menos 25 sacas”.

Utilizando as variedades IAC 2 (zebu do cerrado) e UFV1, Kerber fez o plantio em dois campos, onde conseguiu em média 27sacas por hectares, sendo que a IAC -27 sacas e a UFV1 -42 sacas.

Resultados esses que serviu de incentivos para que os demais, começassem o plantio da soja.

Em pouco tempo, outros proprietários de terra da região, deram inicio ao preparo do solo e iniciou o círculo da soja.

Visita do Ministro

O assentado escolhido para representar os demais no ato foi o produtor, até os dias atuais, Ivo Lauro Henrichsen, pai do atual presidente da Fundação Chapadão, Ilton Henrichsen.

As dificuldades que os moradores do assentamento enfrentavam era conseguir os fertilizantes, calcários, gesso, para a correção do solo.

A convite do colonizador de Chapadão do Sul, Júlio Alves Martins, o ministro Alysson Paolinelli, visitou o então Chapadão dos Gaúchos e numa reunião realizada em um Galpão da fazenda de Júlio, que teve além dos assentados da Pedra Branca e   ao lado de pilhas de sacas de arroz, que os gaúchos insistiam em cultivar na região, uma grande faixa colocada por Plínio Carlos Kerber, pedindo a liberação de financiamentos para comprar de corretivo do solo, chamou a atenção do Ministro  Paolinelli e durante o seu pronunciamento,  anunciou e determinou o financiamento de corretivos de solos para que o cultivo da soja, que teve resultados expressivos de rentabilidade de colheita  e posteriormente surgiu as Lavouras do milho, o algodão, a recuperação das pastagens e outras culturas forrageiras.

Além do anúncio feito em sua visita, na mesma oportunidade, entregou títulos de terras aos assentados do Projeto Pedra Branca. (Fonte ocorreionews.com.br / Arquivio – Plinio Carlos Kerber)

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