Ferido nos braços, pernas e costelas, o piloto de 42 anos que se acidentou enquanto aplicava defensivos agrícolas em uma fazenda de Minas Gerais conseguiu se arrastar por 100 metros após o acidente. O caso foi registrado entre Paracatu e Vazante, no Noroeste do estado, na tarde de segunda-feira (26)
O homem, que não teve a identidade informada, só foi resgatado 15 horas após a queda da aeronave. De acordo com o tenente do Corpo de Bombeiros, Fábio Soares Machado, durante o período ele ficou em meio a mata aguardando por socorro.
“Durante a aplicação dos defensivos agrícolas, a vítima fez uma manobra e passou embaixo de uma linha de transmissão. Em seguida, a aeronave perdeu altitude até cair. Segundo as informações repassadas pelo piloto, ao cair a aeronave se arrastou por cerca de 50 metros em uma área de mata, vindo a sofrer danos. Até o momento não é possível dizer se a aeronave apresentou algum tipo de falha”, afirmou o tenente.
Após receber os primeiros atendimentos no local, o piloto foi imobilizado, atendido pela equipe médica da aeronave Arcanjo 06 e levado para o Hospital Municipal de Paracatu. O estado de saúde dele não foi informado.
Em nota, a Força Aérea Brasileira (FAB) informou que investigadores do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa III) foram acionados para realizar a ação inicial de coleta de dados para a investigação. O prazo para conclusão da apuração não foi definido. Veja a nota completa abaixo.
A aeronave acidentada é um Embraer EMB-201A “Ipanema” e tem prefixo PT-GVY. Segundo a Agência Nacional de Avião Civil (Anac), o avião é operado pela empresa Fox Aeroagrícola LTDA, tinha situação regular e Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA) válido até 10 de dezembro de 2026.
O g1 entrou em contato com a empresa Fox Aeroagrícola LTDA, responsável pela aeronave, para saber sobre as medidas adotadas para suporte ao piloto e possíveis problemas identificados após a queda, contudo, não obteve resposta até a última atualização da matéria.
Aeronave fazia pulverização e desapareceu
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/r/9/wKEmusQSKlgLaMXSvqeA/whatsapp-image-2026-01-27-at-09.17.56.jpeg)
Conforme o Corpo de Bombeiros, fazendeiros acionaram a corporação na segunda-feira (26). Eles relataram que a aeronave foi vista por volta das 17h, durante o quarto voo de pulverização na região, e que estaria retornando para a pista de um aeródromo localizado em uma fazenda.
Após notarem a ausência da aeronave, cerca de 20 funcionários da fazenda iniciaram buscas terrestres em uma área de mata. Ainda no mesmo dia, por volta das 20h30, o Corpo de Bombeiros de Paracatu deu continuidade às buscas com o uso de um drone, mas nenhum vestígio foi localizado.
As buscas foram retomadas na manhã de terça-feira (27). O Corpo de Bombeiros informou que realizou buscas em uma área próxima ao Rio Escuro, onde havia relatos de destroços da aeronave.
Por volta das 8h40, após aproximadamente 15 horas de buscas, os destroços da aeronave foram localizados por outra aeronave agrícola, já em território de Vazante, próximo à plantação onde o serviço era realizado.
Em seguida, as equipes terrestres encontraram o piloto a cerca de 100 metros do local do impacto, consciente e orientado, em meio à vegetação.
“A Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), informa que, nesta terça-feira (27/01), investigadores do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA III) — órgão regional do CENIPA, com sede no Rio de Janeiro (RJ) — foram acionados para realizar a Ação Inicial da ocorrência envolvendo a aeronave de matrícula PT-GVY no município de Vazante (MG).
Durante a Ação Inicial, profissionais qualificados e credenciados aplicam técnicas específicas para coleta e confirmação de dados, preservação de elementos, verificação inicial dos danos causados à aeronave ou pela aeronave, além do levantamento de outras informações necessárias à investigação.
A conclusão dessa investigação ocorrerá no menor prazo possível, dependendo sempre da complexidade da ocorrência e, ainda, da necessidade de descobrir os possíveis fatores contribuintes. Ao término das atividades, o Relatório Final SIPAER será publicado no site do CENIPA, acessível a toda a sociedade.
O CENIPA destaca que somente se pronuncia oficialmente sobre os resultados de suas investigações por meio da publicação do Relatório Final SIPAER, conforme disposto no art. 88-H da Lei nº 7.565/1986 (Código Brasileiro de Aeronáutica – CBA).”













