Cícero Francisco de Sousa seguia para o Chapadão do Sul–MS, com seu irmão Júnior Francisco, a trabalho quando desapareceu. Familiares fazem buscas e espalham cartazes por cidades vizinhas, mas ainda não há pistas sobre o paradeiro dele.
O agricultor Cícero Francisco de Sousa, de 35 anos, que desapareceu na zona rural de Guapó, na Região Metropolitana de Goiânia, sempre foi muito trabalhador e um pai exemplar com as filhas. Francerli Pereira, esposa de Cícero, disse ao g1 que ele e o irmão estavam a caminho de Chapadão do Sul, no Mato Grosso do Sul, onde passariam três meses trabalhando em plantação de cana-de-açúcar.
Cícero é natural de Araripe, no Ceará, e, segundo Francerli, a família sempre trabalhou na roça, na plantação de mandioca. Ela disse que foi a primeira vez que o marido saiu para trabalhar em outro estado. “O irmão dele já era acostumado a viajar, mas já ele, é a primeira vez que ele tinha saído para trabalhar”, contou.
Pai e trabalhador
A esposa de Cícero descreve o marido como um homem trabalhador e sempre atento às necessidades da família. Eles têm duas filhas; “a mais velha chora falando que só queria um abraço do pai”, disse Francerli.
“Animado, satisfeito com a família, graças a Deus. Um pai exemplar, esposo; tudo que a gente precisava, ele estava atento a tudo”, afirmou.
Falta de notícias
Francerli disse que, até o momento, não teve pistas que ajudem a localizar Cícero. Segundo a esposa, familiares de Cícero vieram para Goiás e estão andando nas cidades vizinhas entregando cartazes com fotos dele e número do telefone, mas, até agora, ninguém entrou em contato.
“Até agora a gente sem notícia, não sabe o que está acontecendo. Ninguém tem informação de nada e o desespero aumenta”, desabafou.
Desaparecimento e o Último contato foi antes do embarque
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Segundo Francerli, o marido e o cunhado, Júnior Francisco de Souza, saíram do Ceará no dia 19 de janeiro. Dois dias depois, no dia 21, quando estavam próximos de Guapó, ela falou com o marido pela última vez, poucas horas antes do desaparecimento. Na conversa, ele avisou que estava entrando no ônibus e o celular estava com pouca bateria, mas que falaria com ela quando chegasse em alguma lanchonete na estrada.
Pouco tempo depois o irmão de Cícero teria apresentado sinais de surto, ficou agitado e pediu para descer do ônibus.
“O motorista abriu a porta e ele saiu correndo em direção à mata. Meu marido desceu logo atrás para tentar ajudar o irmão, e os dois entraram no mato”, contou Francerli.
Júnior Francisco foi localizado horas depois, mas Cícero não foi mais visto.
“É uma dor que não dá para explicar. Passa dia, passa noite sem notícia, e ainda tem trote, informação falsa. É um sentimento que eu não desejo para ninguém”, desabafou.













