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Credores rejeitam plano de recuperação do Grupo Pelissari, de Mato Grosso

Os credores do Grupo Pelissari, de Mato Grosso, rejeitaram o plano de recuperação apresentado pela empresa durante assembleia geral realizada no fim de 2025. Os credores da Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro protocolaram uma nova proposta de reestruturação das dívidas do grupo.

O Grupo Pelissari, voltado à produção de soja e milho, está em recuperação judicial desde fevereiro de 2024, na 4ª Vara Cível da Comarca de Sinop (MT), para renegociar uma dívida declarada de R$ 45 milhões.

O plano alternativo apresentado pelos credores altera a forma de pagamento das dívidas. Pela nova proposta, nenhuma garantia, fidejussória ou real, poderá ser suprimida no processo. No que se refere às garantias reais – em especial as hipotecas de imóveis – devem ser transferidas para o credor hipotecário, mediante a anuência dos titulares e garantidores das hipotecas. As transferências devem ser concluídas em 180 dias.

Além de apresentar o plano alternativo, os credores pediram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial.

Caso o novo plano de recuperação não seja aprovado, a recuperação judicial pode ser convertida em falência.

Fundado em 1995, o Grupo Pelissari é formado pelos empresários rurais Emerson Pelissari, Tainara Calezia Chiodelli, Antônio Vitorio Pilissari e Eni Teresinha Carlos Pilissari. O grupo produz grãos nos municípios de Nova Canaã do Norte (MT) e de Ipiranga do Norte (MT).

Endividamento

O grupo pediu recuperação judicial alegando problemas com clima e doenças na lavoura, que causaram aumento expressivo do seu endividamento ao longo dos anos. A dívida trabalhista citada no processo é de R$ 428,9 mil.

As dívidas com garantia real somam R$ 32,5 milhões em moeda local e US$ 526 mil em dólares. As dívidas quirografárias somam US$ 39 mil e R$ 9,6 milhões. E as dívidas com microempresas e empresas de pequeno porte totalizam R$ 681,8 mil.

Entre os credores do grupo estão Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Amaggi Exportação e Importação, Cofco International Brasil, Attua Comercial Agrícola, Eduardo Fuhr, Terra Forte Máquinas e Implementos Agrícolas e Maré Cubatão Comércio de Fertilizantes.

Por 

Cibelle Bouças Globo rural

— Belo Horizonte

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