Oferta restrita, escalas curtas e exportações aquecidas sustentam a valorização da arroba do boi gordo, enquanto contratos futuros já apontam preços ainda mais elevados
O mercado do boi gordo iniciou fevereiro com um cenário que chama a atenção de pecuaristas e investidores: preços firmes, viés de alta e fundamentos sólidos, indicando que o mês pode trazer novos patamares para a arroba no Brasil. Analistas apontam que a combinação entre oferta limitada de animais terminados, recuperação das pastagens e demanda consistente — tanto interna quanto externa — tem sustentado a valorização.
Segundo levantamento do mercado físico, há perspectiva de continuidade da alta no curtíssimo prazo, em linha com o atual posicionamento das escalas de abate.
Indicadores regionais reforçam firmeza nos preços do boi gordo
Os preços médios da arroba mostram um quadro de estabilidade com leve viés altista:
- São Paulo: R$ 332,42
- Goiás: R$ 316,61
- Minas Gerais: R$ 318,53
- Mato Grosso do Sul: R$ 317,61
- Mato Grosso: R$ 310,68
Futuro já aponta arroba acima do físico Se o presente já é positivo, o mercado futuro reforça o otimismo. Na B3, o contrato com vencimento em fevereiro de 2026 fechou cotado a R$ 339,80/@, com valorização diária de 1,13%.
Outros vencimentos acompanharam o movimento. Fevereiro/26 foi negociado a R$ 340/@ (+3,77% na semana), março/26 a R$ 339/@ e abril/26 a R$ 338,90/@.
O contrato de fevereiro mantém ágio de R$ 13,41/@ sobre o preço físico paulista, sinalizando expectativa de continuidade da alta.
Além disso, o número de contratos em aberto subiu para 37.645 posições, aumento de 4,97%, demonstrando maior apetite ao risco e confiança do mercado na tendência positiva.
comprerural.













