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Milho futuro se sustenta, enquanto mercado recua

O mercado de milho apresentou comportamentos distintos entre os ambientes de negociação, refletindo fatores técnicos, fundamentos de oferta e demanda e influências externas ao setor. Segundo a TF Agroeconômica, os contratos futuros negociados na bolsa brasileira conseguiram reagir após testar um nível de suporte, enquanto o mercado físico manteve trajetória de queda.

Na B3, os preços fecharam de forma mista nesta segunda-feira, com recuperação parcial dos contratos futuros, sustentada por esse patamar técnico que vem protegendo as cotações. Em sentido oposto, o mercado físico seguiu pressionado. Levantamentos do Cepea indicam que, no encerramento de janeiro, o indicador do milho voltou a operar próximo de R$ 65 por saca de 60 quilos, nível que não era observado desde o fim de outubro de 2025. A liquidez permaneceu baixa, com compradores priorizando estoques adquiridos antecipadamente e realizando compras apenas pontuais. Do lado da oferta, produtores mostraram maior flexibilidade nos valores, diante do receio de novas desvalorizações e da necessidade de liberar espaço nos armazéns.

Pesquisadores do Cepea apontam que, tradicionalmente, a colheita da soja e o aumento da demanda por fretes costumam sustentar os preços do milho no início do ano. Em 2026, porém, esse efeito tem sido limitado pelo elevado volume de estoques, estimado em 12 milhões de toneladas no começo da temporada, bem acima das 1,8 milhão de toneladas registradas em 2025 e também superior à média das últimas cinco safras.

Diante desse cenário, os principais vencimentos futuros na B3 encerraram o dia de forma mista. O contrato março de 2026 fechou a R$ 69,29, com alta diária e semanal. Maio de 2026 terminou a R$ 69,28, também com avanço no dia e na semana. Já julho de 2026 foi cotado a R$ 67,29, com leve alta diária, mas pequena queda no acumulado semanal.

No mercado internacional, o milho negociado em Chicago fechou em baixa. A desvalorização foi influenciada pelo recuo do setor de energia e por incertezas relacionadas à política de combustíveis nos Estados Unidos, que reduziram o potencial de demanda interna. Também pesaram o avanço mais rápido do plantio da safrinha no Brasil e a queda semanal nas inspeções de exportação norte-americanas, que somaram 1,13 milhão de toneladas, volume inferior ao da semana anterior.

Agrolink – Leonardo Gottems

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