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Agrônomo acusado de matar homem a facadas em Cassilândia alega ‘crises’ e nega intenção de cometer crime

O homem de 30 anos, suspeito de matar o padeiro Eivayner Paula da Silva em uma churrascaria de Cassilândia alegou que “teve uma crise e se antecipou”. Eivayner, de 29 anos, foi assassinado com vários golpes de canivete na madrugada de quarta-feira (4).

O suspeito fugiu após o crime, mas horas depois se entregou à polícia. Ele alegou ter fugido por temer que alguém fizesse alguma coisa. O homem foi preso em flagrante pelo homicídio e a Polícia Civil de Cassilândia pediu pela prisão preventiva dele. Ele acumula passagens por difamação e ameaça, que teve a punibilidade extinta.

Briga em boate

Interrogado na delegacia, o suspeito disse que foi até um bar tomar cerveja com o pai, mas depois o levou embora e retornou. Lá, fez contato com uma mulher, pegou fichas de sinuca e foi até a mesa jogar com ela. Em seguida, alegou que o padeiro foi até a mesa para jogar e “apavorar” a mulher.

Na ocasião, Eivayner chamou o suspeito para “jogar sinuca apostado” e, durante a partida, teria começado a perturbar uma das mulheres do estabelecimento. Ele teria ofendido e segurado o braço de uma das mulheres. Diante da cena, o suspeito disse que interviu para ajudar a mulher, momento em que ele Eivayner se desentenderam.

Depois, o suspeito foi pagar a conta da boate para ir embora, mas percebeu que o valor tinha ficado muito caro porque haviam inserido produtos que ele não autorizou. O proprietário teria exigido o pagamento de tudo que estava na comanda e chamado o suspeito de ‘playboy’. Segundo ele, Eivayner se juntou ao dono da boate e começou a discutir com o suspeito, que decidiu ir embora. Ele afirmou que pagou toda a conta da boate.

Em seguida, o suspeito revelou que próximo ao seu veículo, o dono da boate e Eivayner estariam o coagindo e ameaçando matá-lo. Ambos trocaram empurrões e intimidações. O padeiro também teria chamado o suspeito de ‘playboy’ e dito que o próprio iria levá-lo embora.

Assassinato em churrascaria

À polícia, o suspeito falou que Eivayner lhe disse que teria que levá-lo até a churrascaria para pagar um chopp. Ao chegarem no estabelecimento, a vítima continuou a ameaçar o suspeito, que estava com um canivete no bolso.

Durante o interrogatório, o suspeito disse que estava com o canivete no bolso desde a hora que desceu do carro porque pensou em usá-lo para se defender, caso fosse necessário. Ele viu que Eivayner também estava com um canivete no bolso.

Na delegacia, o suspeito falou que usa medicação desde a infância e faz tratamento médico, pois algumas vezes sofre crises e “sai de seu estado normal”. Ele alegou que possui depressão, síndrome do pânico e bipolaridade.

Diante das ameaças e o fato de Eivayner portar um canivete, o suspeito disse que teve uma crise e se antecipou. Logo, pegou seu canivete e desferiu golpes contra a vítima. Ele afirmou estar arrependido, pois não é uma pessoa que costuma brigar, e “nunca pensou em fazer isso na vida”.

Em seu interrogatório, o suspeito negou ter feito uso de drogas, mas afirmou que Eivayner teria usado entorpecentes naquela madrugada.

Suspeito nega intenção de assassinato

O homem ainda disse à polícia que não saiu de casa com a intenção de cometer o assassinato, pois não usa o canivete para essa finalidade.

Além disso, ele falou que sabia que Eivayner seria socorrido naquele momento, pois haviam mais pessoas no local. Alegou também que não conhecia o padeiro e, apesar do boletim ocorrência relatar que ele caiu ao lado de seu carro, imagens registradas no local mostram que ele foi empurrado pela vítima.

Depoimento de testemunhas

Durante as investigações sobre o homicídio, a polícia ouviu testemunhas na delegacia. Uma delas revelou que Eivayner chegou ao estabelecimento por volta de 00h47 e, em seguida, chegou o suspeito e seu pai. Lá, o trio conversou rapidamente, mas ele afirmou que o suspeito e o pai não conheciam o padeiro.

Na ocasião, o pai do suspeito teria passado mal e dormido na cadeira, momento em que o filho levou o homem embora. Depois, o suspeito teria retornado e passado a ingerir bebida alcoólica e jogar sinuca com o padeiro e uma mulher.

Segundo o relato da testemunha, Eivayner queria ficar com uma funcionária do estabelecimento, mas a mulher não estava interessada. Logo, a vítima e o suspeito teriam começado a discutir. Ao acertar as despesas, o suspeito não queria pagar, momento em que Eivayner se alterou e teria começado a brigar com ele.

Em seguida, o suspeito fez o pagamento e ainda teria pago mais duas cervejas para ingerir com Eivayner. Após o pagamento, a dupla saiu do local no carro do suspeito.

Já a mulher que a vítima havia se interessado no estabelecimento disse à polícia que Eivayner lhe segurou pelo braço de forma agressiva, como se fosse obrigá-la a ficar com ele. Neste momento, ocorreu a primeira discussão entre o padeiro e o suspeito. Por fim, ela reafirmou o que a outra testemunha havia relatado sobre o pagamento da conta dos suspeitos.

Churrascaria de Cassilândia repudia assassinato

A churrascaria de Cassilândia, onde o crime aconteceu, emitiu uma nota de repúdio e negou envolvimento do estabelecimento no assassinato. A nota foi publicada nas redes sociais da churrascaria, que afirma ser um ambiente familiar baseado no respeito, na convivência e no acolhimento de famílias e amigos. O estabelecimento ressalta que o assassinato foi uma situação isolada.

(Reprodução, Redes Sociais)
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