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Amplavisão – Vale o pragmatismo ou a fidelidade partidária?

DE LEVE: A grandeza moral de uma nação tem seu alicerce na conduta de seus cidadãos. São eles, através de suas ações, que darão sustentação ética para formação do ‘caráter’ nacional. Um povo sem caráter, em que pesem as riquezas que possam advir do progresso econômico, se resume numa triste caricatura do país.” (Luiz C. V. Prati – Zero Hora-RS);

PÉROLA: Foz de Iguaçu; 300 mil habitantes. Também com gafes na Câmara. Vereador Paulo Rocha, ao abordar na tribuna o atraso do repasse do ‘bolsa auxílio’ aos ‘médicos residentes’ do hospital disse surpreso: “Uai, eu não sabia que tinha médico morando no hospital. Eles que durmam em suas salas”. Vale assistir ao episódio no facebook.

GAFECandidato em 2010, Serra marcou uma propaganda que fomentou confusão linguística: “Brasileiros como ele, como a mãe dele que eu conheci também, como a Vânia, que é a sua mulher, como o Damião, como a Andreia, como a dona Maria…”. O vídeo ficou conhecido como “Serra como todo mundo ou Serra comedor”.

DESAFIOS: Na política é raro obter omelete sem quebrar ovos. Riedel prova que é possível. Independentemente do futuro político dela, o governador mantém boas relações com a ministra Simone, que tem sido importante na interlocução junto ao Planalto. Portanto, a habilidade de Riedel facilita relações e garante dividendos.

RETROVISOR: Riedel não questionou a decisão de Simone nas eleições presidenciais. E mais, preservou Eduardo Rocha (marido da ministra) na Casa Civil.  Um conjunto de fatos que resultou em benefícios como a aprovação do empréstimo bilionário do Planalto ao MS. Aliás, Riedel deve ajudar a viabilizar a volta de Rocha à Assembleia Legislativa.

ESTÍLOApenas Harry Amorim (nomeado pelo Governo Federal) pode ser comparado ao governador Riedel. Todos os demais vinculados e comprometidos fortemente com suas agremiações partidárias ou grupos tradicionais. Pedrossian, Wilson, Marcelo, Zeca, André e Reinaldo tiveram em comum a mesma orientação política partidária.

CRÍTICAS: Até ontem o PT participava do Governo Estadual e o governador Riedel sendo alvo de reverência e elogios do deputado Zeca do PT. Por questões ideológicas o partido de Lula entregou alguns cargos como preparativos às eleições deste ano. Mas mesmo assim, o PT está carente de argumentos que possam reverter o quadro.

NO SOFÁ: Alguém já disse que a militância petista se acomodou, precisa sair da sala e voltar às ruas. É voz corrente que a decisão de Simone em deixar nosso estado rumo a São Paulo, fragmentou os planos do PT que sonhava ela ao lado de Fabio Trad. Aliás, ela jamais fez acenos ao PT local. Tem luz própria e provou isso nas últimas eleições.

MUDANÇAS?Geraldo Resende e Marquinhos Trad perto do PV, na federação com o PT. O mesmo caminho de João C. Krug (PSDB) ex-prefeito de Chapadão do Sul, para viabilizar sua candidatura a deputado estadual. Em 2006 obteve 10.912 votos – hoje a cidade tem perto de 35 mil habitantes e Krug com sua liderança consolidada.

ZECA DO PT: O deputado fala em surpreender com nomes dos mais variados segmentos, além dos militantes de primeira hora. É o caso da candidatura a deputado estadual de Humberto Amaducci (prefeito 3 vezes de Mundo Novo e candidato do Governo em 2018) e que tentará ocupar o espaço regional – hoje de Mara Caseiro.

CENÁRIOMudou pouco. Lucas de Lima e Lídio Lopes ainda sem partido; Paulo Duarte saindo do PSB; Rinaldo acena para o União Brasil, Marcio Fernandes espera a janela partidária (6 de março/5 de abril) a exemplo de Paulo Correa. Jamilson, Zé Teixeira e Mara não escondem os desejos de mudança de sigla. Beto Pereira de namoro com o PRB.

RESUMINDOComo sempre, vale mais o pragmatismo do que aquela utopia de idealismo e fidelidade partidária. Ao longo da história da política brasileira já tivemos casos de arrepiar. Discursos incoerentes e personagens impensáveis juntos. Cada leitor com seus exemplos domésticos, mas vale citar Lula e Brizola juntos. Aí foi demais!

WILSON FIGUEIREDO: “Ao escolher o candidato ninguém encara as variantes possíveis de infidelidade partidária. Tantas legendas e tão insignificantes diferenças entre os partidos, fazem da escolha uma opção aleatória. Assim se explica o nível das propostas, bem abaixo do que os eleitores merecem. Um discreto pudor impede a confissão do voto. Mais adiante, vem o sentimento de vergonha”.

JÚNIOR MOCHI: Revela: a folha de 42 mil servidores estaduais está refém de uma dívida de R$9,3 bilhões – equivalente a 15 folhas de pagamento. Os devedores vão empurrando com a barriga, pagam juros caros e sem saída alguma. Esses funcionários vivem sob pressão. Mochi estuda uma solução, mas sabe que não há almoço grátis.

LAMENTÁVELPesquisas mostram que o brasileiro deve até as calças e não se emenda: continua ‘passando o cartão de crédito’ com a mesma suavidade de quem lambe um sorvete. Daí vem o abalo da saúde e até o desarranjo familiar. Na certeza de que no final do mês o salário cairá na conta, o funcionário gasta além do limite.

NA ASSEMBLEIA Recomeço sem pressa. KEMP pede a regularização do acesso de remédios à base do canabidiol. PAULO CORRÊA quer comissão para tratar da interrupção de energia nos aviários e em várias cidades. LIA NOGUEIRA propõe instituir a ‘Ronda Maria da Penha’ em municípios carentes de estrutura na proteção às mulheres. CRÍTICAS não faltaram a norma recente que obriga o uso de capacete pelos trabalhadores rurais, incompatíveis à lida sob forte calor. LÍDERES: Londres Machado e Pedrossian Neto reconduzidos aos cargos de líder e vice-líder do Governo. HASHIOKA apresentou moção de congratulações ao engenheiro Rudi Fiorese pela sua nomeação no cargo de presidente da Agesul. LUCAS DE LIMA é autor de proposição sobre a cassação da CNH dos motoristas flagrados abandonando animais domésticos nas vias urbanas e rurais. CARAVINA quer da Energisa informações sobre estrutura técnica da empresa (alvo de reclamações) para atender prefeituras, usuários e novas ligações. PESAR: ex-deputado Antônio Braga foi lembrado pela sua atuação como parlamentar, vereador e Secretário de Estado. Deixou boas lembranças na Casa. LÍDIO LOPES: autor de proposta reivindicando a duplicação total da rodovia BR-262. ZÉ TEIXEIRA quer ter acesso aos dados de atendimento do Hospital Regional de Dourados para ter subsídios sobre sua eficiência. MARCIO FERNANDES: atento nas questões envolvendo a manutenção de estradas e de pontes danificadas pelas últimas chuvas. RINALDO MODESTO: moderador nos debates acalorados – tem sido sua marca, atuando também na defesa dos frágeis, da mulher e da educação. PAULO DUARTE: comandou elogiada homenagem ao deputado Londres Machado pelos seus 84 anos de idade.

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