O mercado de milho iniciou a semana com movimento de acomodação nos preços, refletindo ajustes tanto no ambiente doméstico quanto no cenário internacional. Levantamento da TF Agroeconômica aponta que os contratos futuros negociados na B3 fecharam majoritariamente em baixa, acompanhando o recuo observado em Chicago e a desvalorização do dólar ao longo do dia.
Apesar da pressão no mercado futuro, o mercado físico começa a mostrar sinais de reação. Dados do Cepea indicam que a queda nos preços, registrada até o fim de janeiro na maior parte das regiões acompanhadas, foi interrompida em algumas praças. Esse movimento ocorre em meio à resistência de produtores em comercializar o cereal a valores menores, o que tem limitado novas desvalorizações. A redução da oferta disponível também é influenciada pelo início da colheita da soja, que contribui para a diminuição dos fretes destinados ao milho.
Do lado da demanda, o ritmo permanece cauteloso. Pesquisadores do Cepea observam que grande parte dos compradores segue afastada do mercado, aguardando o avanço dos trabalhos de campo e uma possível ampliação da oferta, o que poderia abrir espaço para aquisições a preços mais baixos. Esse comportamento mantém o mercado físico em compasso de espera, mesmo diante de ajustes pontuais em algumas regiões.
No cenário externo, as exportações brasileiras de milho apresentaram desempenho positivo em janeiro, totalizando 4,24 milhões de toneladas, volume 18% superior ao registrado no mesmo mês do ano anterior, segundo dados da Secex. No acumulado da temporada 2024/25, de fevereiro a janeiro, os embarques somam 41,62 milhões de toneladas, avanço de 8% em relação ao mesmo período da safra anterior.
Na B3, os principais vencimentos tiveram comportamento misto. O contrato março/26 encerrou a R$ 68,85, com perdas no dia e na semana. Maio/26 fechou a R$ 69,05, também em baixa nos dois comparativos. Já julho/26 terminou cotado a R$ 68,03, com leve alta diária e ganho semanal. Em Chicago, o milho fechou em baixa antes do relatório WASDE, pressionado por realização de lucros, chuvas na Argentina e pela falta de estímulos ao uso do E-15 nos Estados Unidos, mesmo com exportações semanais mais firmes.













