O mercado internacional da soja encerrou a quarta-feira com variações moderadas, em um ambiente ainda influenciado por fatores políticos e cambiais. Segundo informações da TF Agroeconômica, as cotações em Chicago permaneceram sustentadas pelas recentes declarações do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, relacionadas ao comércio com a China.
O contrato de soja para março na CBOT fechou em alta de 0,13%, com avanço de 1,50 cent por bushel, cotado a 1.124,00 centavos de dólar. O vencimento maio subiu 0,18%, ou 2,00 centavos, encerrando a 1.139,50 centavos por bushel. Entre os derivados, o farelo de soja para março avançou 0,73%, equivalente a 2,2 dólares por tonelada curta, alcançando 303,0 dólares. Já o óleo de soja para março recuou 0,38%, com queda de 0,22 cent por libra-peso, cotado a 57,1 centavos.
De acordo com a análise da TF Agroeconômica, nesta manhã de quinta-feira, o suporte às cotações veio do que o mercado interpretou como um voto de confiança nas promessas de Trump de que a China poderá elevar suas compras de soja para 20 milhões de toneladas. Outro fator de sustentação foi a valorização do real frente ao dólar, que reduz a competitividade do produto brasileiro no mercado externo, mesmo diante da projeção de safra recorde de 180 milhões de toneladas apontada pelo USDA.
No cenário das exportações, a ANEC elevou a estimativa de embarques brasileiros em fevereiro para 11,71 milhões de toneladas. O mercado, no entanto, aguarda os próximos dados da Conab para confrontar os números de produtividade e ajustar as expectativas.













