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4ª Feminicídio em MS: Rapaz vai até quartel da PM e confessa ter matado namorada enforcada

Beatriz Benevides da Silva, 18 anos, foi morta na madrugada desta terça-feira (25), no Bairro Novo Oeste 2, em Três Lagoas–MS. O namorado da jovem, Wellington Patrezi Batista Pereira, de 20 anos, procurou o 2º Batalhão da Polícia Militar logo depois e confessou o crime. Este é o 4º feminicídio deste ano, o primeiro na cidade.

Conforme o boletim de ocorrência, Wellington chegou ao quartel por volta das 3h55 e relatou aos policiais que havia matado a namorada. Ele foi algemado e permaneceu detido enquanto os militares foram até o endereço indicado.

O crime aconteceu em um apartamento localizado na Rua Buriti. No local, os policiais encontraram a vítima já sem sinais vitais. Equipe médica foi acionada e confirmou o óbito.

“Colocava defeito em tudo que eu fazia”, diz rapaz que matou a namorada
Beatriz e Wellington namoravam há pouco mais de um ano (Foto: Reprodução | Instagram).

Ainda conforme o registro policial, o suspeito relatou que discutia com a jovem quando, segundo ele, ela teria desferido um soco contra seu rosto. Em seguida, ele a enforcou. Após perceber que a companheira estava morta, entrou em contato com o irmão e decidiu se apresentar à polícia.

O casal era de Corumbá. A jovem se mudou recentemente para Três Lagoas onde morava com o pai e o rapaz chegou na cidade há 3 dias para ficar com ela. Eles estavam morando na mesma casa.

A Perícia Científica da Polícia Civil esteve no local para os procedimentos habituais e a equipe da Força Tática isolou o apartamento até a conclusão dos trabalhos. A equipe levou o rapaz à delegacia e registrou o caso como feminicídio.

Depoimento

“Colocava defeito em tudo que eu fazia”, diz rapaz que matou a namorada
Wellington durante depoimento na Depac de Três Lagoas (Foto: Reprodução).

 

“Ela sempre colocava defeito em tudo que eu fazia”, disse Wellington, ao confessar que matou a namorada Beatriz.

Na terça-feira (24), um trabalhador foi até o apartamento onde ambos estavam morando há três dias e montou o armário comprado pelo casal. No entanto, segundo Wellington, a jovem não teria gostado da montagem e, quando ele foi buscá-la no trabalho, houve uma nova discussão.

“Quando chegamos em casa ela veio falando que não aguentava mais, que já estava cansada e que estava comprando as coisas da casa sozinha. Mas eu ajudei também. Começamos a discutir e foi indo, foi indo”, continuou o rapaz.

Em certo momento da discussão, Beatriz teria então dito para o namorado sair da casa nesta quarta-feira e a briga escalou ainda mais. “Eu disse para ela que não tinha para onde ir. Tentei pegar a chave dela, ela mordeu meu braço. Falou que era para eu ir embora hoje. Aí voltamos a brigar”, explicou.

Durante a briga, a jovem sentou na cama e então falou outra vez que era para o rapaz deixar a casa onde eles moravam com o pai dela. “Ela voltou a falar que eu não fazia nada, fiquei muito nervoso e enforquei ela com as duas mãos até perder a consciência”, afirmou Wellington.

Em depoimento, ele alegou que assim que viu a namorada morta pensou em tirar a própria vida, mas ligou para o irmão que mora em Corumbá e foi orientado a se entregar à polícia.

“Eu fiquei desesperado, queria até me matar. Mas liguei para o meu irmão, contei e ele falou para eu procurar a polícia. Tentei ligar para o socorro, mas não consegui. Fui na delegacia, mas estava fechado e ai fui até o quartel da PM. Falei para os policiais o que tinha acontecido e depois que eles foram para o apartamento me trouxeram para cá [na Depac]”, finalizou Wellington, relatando ainda que o casal já havia se agredido durante outras discussões.

 

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