A Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SEMECEL) de Paraíso das Águas iniciou a implantação do Programa de Justiça Restaurativa Escolar na rede pública de ensino. A iniciativa tem como objetivo difundir boas práticas voltadas à pacificação de conflitos e ao enfrentamento das violências envolvendo crianças e adolescentes, promovendo uma cultura de diálogo, escuta e corresponsabilidade.
O projeto propõe uma abordagem crítica aos modelos tradicionais de relacionamento hierárquico, historicamente marcados por posturas autoritárias e mecanismos de subjugação e controle. A Justiça Restaurativa, ao contrário, aposta na construção coletiva de soluções, no fortalecimento dos vínculos e na formação de uma comunidade escolar mais participativa e democrática.
Por meio de práticas educativas, diálogos estruturados e círculos restaurativos, a proposta busca fomentar um ambiente escolar mais acolhedor, capaz de amadurecer um modelo autêntico de democracia interna. A expectativa é que essas experiências dialógicas fortaleçam não apenas o ambiente escolar, mas também toda a comunidade, formando colaboradores aptos a atuar como facilitadores de práticas restaurativas quando necessário.
A participação é aberta a toda a rede pública de ensino — escolas municipais e estadual — reforçando o compromisso conjunto por uma escola pública mais justa e por uma justiça mais educativa.
A formação dos facilitadores ocorrerá de forma presencial nos dias 25, 26 e 27 de fevereiro de 2026, no Salão de Eventos, em Paraíso das Águas. A capacitação terá continuidade em formato híbrido e síncrono nos dias 03, 10, 17 e 24 de março de 2026, totalizando carga horária de 40 horas.
Segundo o secretário municipal de Educação, professor Guerino Perius, a iniciativa representa um avanço significativo na construção de uma cultura de paz nas escolas. “A verdadeira medida de uma pessoa não se vê quando ela se posiciona em momentos de conforto e conveniência, mas sim em momentos de desafio e controvérsia. A Justiça Restaurativa nos ensina justamente isso: enfrentar conflitos com diálogo, responsabilidade e humanidade. Queremos que nossas escolas sejam alicerces na construção da paz e da comunidade”, destacou.













