Escassez de oferta, exportações recordes e poder de barganha do pecuarista impulsionam a arroba do boi gordo; decisão do governo sobre cota chinesa pode mudar o ritmo no próximo mês.
O mercado do boi gordo encerrou fevereiro com uma das maiores valorizações nominais dos últimos anos, consolidando um movimento de alta que surpreendeu parte da indústria frigorífica e reforçou o protagonismo do pecuarista nas negociações. Em algumas praças, a arroba acumulou ganhos superiores a R$ 22/@ ao longo do mês, sustentada por oferta restrita, exportações aquecidas e escalas de abate curtas.
A pergunta que agora movimenta o setor é direta: março manterá o fôlego ou veremos uma acomodação dos preços?
O que pode mudar em março? O principal ponto de atenção é a gestão da cota de exportação para a China. Analistas indicam que o governo brasileiro pode anunciar, ainda na primeira quinzena de março, uma regulamentação para escalonar os embarques ao longo do ano .
A preocupação é que, sem gestão, a cota de 1,106 milhão de toneladas se esgote rapidamente . Se houver intervenção:
O ritmo de exportações pode desacelerar;
O apetite de compra chinês tende a diminuir;
A arroba pode perder parte do ímpeto altista.
Além disso, o consumo doméstico segue como variável sensível. O varejo enfrenta dificuldade para repassar altas sucessivas, e a carne bovina continua perdendo competitividade frente ao frango, especialmente em momentos de renda pressionada .
Em outras praças importantes, o avanço foi expressivo:
São Paulo: de R$ 332 para R$ 354 (+6,6%)
Goiás: de R$ 316 para R$ 333 (+5,3%)
Minas Gerais: de R$ 318 para R$ 338 (+6,3%)
Mato Grosso: de R$ 310 para R$ 330 (+6,4%)
Mato Grosso do Sul : de
Cotações do Boi Gordo – MS (Fim de Fev/2026):
- Campo Grande: R330,00 (prazo)
- Dourados: R 329,00 (à vista)
- Três Lagoas: R$ 326,00 (à vista)
comprerural.













