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PMA de Costa Rica apura denúncia de mortandade de peixes no Rio Sucuriú

Após receber denúncias sobre a presença de peixes mortos no Rio Sucuriú no último domingo (01/03), a Polícia Militar Ambiental de Costa Rica (2º GPMA/4ª CIA) realizou, durante toda a segunda-feira (02/03), uma ampla fiscalização fluvial e terrestre para apurar as circunstâncias do ocorrido. As diligências abrangeram pontos estratégicos entre os municípios de Costa Rica e Paraíso das Águas.

Diligências e constatações

Rio Sucuriú em Paraíso das Águas – Foto: Divulgação PMA

A equipe percorreu a calha do rio nas regiões conhecidas como Curralinho e Ponte de Pedra, além de vistoriar as grades de adução da Usina Hidrelétrica Fundãozinho. No momento da fiscalização, não foram encontrados peixes mortos.

Também foram inspecionadas propriedades rurais com lavouras às margens do rio. Segundo a PMA, não houve constatação de vestígios de uso irregular de defensivos agrícolas ou qualquer tipo de descarte inadequado que pudesse ter contribuído para a mortandade.

Em contato com pescadores e ribeirinhos, os policiais confirmaram que aproximadamente 15 a 20 exemplares das espécies Piau, Tubarana e Tucunaré foram vistos boiando no dia anterior. No entanto, o fenômeno teria cessado de forma rápida e isolada.

Possível causa natural

As análises preliminares indicam que o episódio pode estar relacionado a um fenômeno natural conhecido como “decoada”. Imagens registradas no dia da denúncia mostram grande acúmulo de resíduos orgânicos e vegetação seca na calha do rio, material que teria sido arrastado pelas fortes chuvas e pelo aumento do nível das águas.

Com a decomposição dessa matéria orgânica, ocorre a redução significativa do oxigênio dissolvido na água, o que pode provocar a morte de peixes de forma pontual e moderada — situação semelhante à registrada na região no mesmo período do ano passado.

O comandante da PMA, Subtenente Borges, destacou que o monitoramento continua de forma preventiva.

“Realizamos uma fiscalização minuciosa em todo o trecho indicado e, até o momento, não identificamos indícios de crime ambiental. Tudo leva a crer que se trata de um fenômeno natural, mas seguimos acompanhando a situação e mantendo contato com os órgãos competentes”, afirmou o comandante.

Apesar dos indícios de causa natural, a PMA formalizou comunicação ao IMASUL para que seja realizada a coleta e análise técnica da qualidade da água. O trecho segue sob monitoramento, e a unidade permanece à disposição da comunidade para denúncias e informações pelo WhatsApp (67) 3247-5871.

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