O mercado de milho no Sul e em parte do Centro-Oeste brasileiro segue marcado por baixa liquidez e negociações pontuais, refletindo a cautela dos compradores e o avanço da oferta em algumas regiões. Segundo análise da TF Agroeconômica, o ambiente comercial permanece travado em vários estados, com distanciamento entre preços pedidos por vendedores e valores ofertados pela demanda.
No Rio Grande do Sul, a maior disponibilidade do cereal continua pressionando as cotações. O mercado spot avança lentamente, com compradores priorizando estoques próprios e realizando aquisições apenas quando necessário. As referências variam entre R$ 56,00 e R$ 64,00 por saca, dependendo da praça e dos custos logísticos. O preço médio estadual recuou 0,97%, passando de R$ 58,81 para R$ 58,24 por saca.
Em Santa Catarina, o mercado também apresenta liquidez restrita devido ao desalinhamento entre pedidas e ofertas. As indicações de venda permanecem próximas de R$ 75,00 por saca, enquanto compradores se posicionam ao redor de R$ 65,00. No Planalto Norte, os negócios seguem entre R$ 70,00 e R$ 75,00. No campo, o Extremo Oeste deve registrar produtividade superior a 200 sacas por hectare, com potencial de renovar o recorde estadual. Ao mesmo tempo, levantamento do Programa Monitora Milho SC indica alta incidência de cigarrinha-do-milho em municípios catarinenses, com média de 120 insetos por armadilha.
No Paraná, a safra robusta contrasta com o mercado ainda seletivo. As pedidas giram em torno de R$ 70,00 por saca, enquanto compradores ofertam cerca de R$ 60,00 CIF. Dados do Deral indicam que a colheita da primeira safra alcança 54% da área, com 93% das lavouras em boas condições.













