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Candidata a emprego denuncia policial penal que mostrou pênis em videochamada

Uma jovem de 21 anos denunciou ter sido vítima de assédio praticado por um servidor do sistema penitenciário estadual, de 39 anos. A importunação sexual ocorreu após conversa por WhatsApp sobre vaga de emprego em Campo Grande. Segundo o relato, o homem fez uma videochamada, mostrou o órgão genital e se masturbou durante a ligação. O caso ocorreu na noite desta quinta-feira (5) e foi registrado na Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher).

De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima procurava emprego em um salão de beleza da Capital. Ela participou de entrevista em 2025 e manteve contato com o homem responsável financeiro do estabelecimento, que seria o encarregado pela contratação das funcionárias. Dias depois, ela recebeu a informação de que não havia sido escolhida para a vaga.

Em março, o homem voltou a entrar em contato para falar sobre uma nova entrevista. As conversas ocorreram pelo WhatsApp. A vítima afirma que o conteúdo das mensagens mudou de tom e passou a ter teor sexual.

Segundo o registro, o homem ligou por videochamada e mostrou o órgão genital enquanto se masturbava. A mulher afirma que tentou encerrar a conversa, mas ele insistiu e chegou a oferecer R$ 30 para que ela mostrasse os seios na ligação.

Candidata a emprego denuncia policial penal que mostrou pênis em videochamada
Trecho da conversa encaminhada à vítima antes da denúncia. (Foto: Direto das Ruas)

“Eu estava em busca de uma vaga de emprego honesta no salão de beleza da esposa dele. Durante a conversa sobre o trabalho, ele me solicitou uma chamada de vídeo e, assim que atendi, ele exibiu o órgão genital e tentou me oferecer dinheiro para que eu também me expusesse”, discorreu a vítima ao Campo Grande News.

A jovem reuniu prints das conversas e afirmou que o homem apagava parte das mensagens. Ela também disse que ele informou ser policial penal e que estava fardado durante a chamada.

Candidata a emprego denuncia policial penal que mostrou pênis em videochamada
Em mensagens já apagadas, vítima do assédio é questionada após contatar esposa do policial. (Foto: Direto das Ruas)

A mulher relatou que não teve relacionamento com o suspeito e manteve contato apenas por causa da oportunidade de trabalho. Após o episódio, ela procurou a esposa do homem para relatar o ocorrido e recebeu oferta de apoio para registrar a ocorrência.

“Ele usou o cargo e até o celular funcional da polícia para me intimidar. Tenho o print da chamada de vídeo onde ele aparece fardado, além de áudios e mensagens onde ele admite o erro, mas agora tenta inverter a culpa dizendo que eu o extorqui. Está tentando manchar a minha honra”, explicou a mulher, que agora teme retalhações.

“Descobri que ele registrou um boletim de ocorrência, mas não houve extorsão. Foi para tentar invalidar o meu depoimento. Ele quer que o delegado pense que eu ‘inventei’ ou ‘armei’ a situação para ganhar dinheiro, o que é mentira, já que eu tem os registros de que buscava um emprego honesto”, finaliza. Nas conversas, ele se justifica, dizendo que a mulher ofereceu vídeo por sexo.

Uma amiga da vítima foi indicada como testemunha. O boletim também aponta que o servidor tem acesso à arma de fogo por causa da função no sistema penitenciário estadual.

O caso foi registrado como importunação sexual e será apurado.

A reportagem entrou em contato com a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário). A pasta informou que em casos como esse é aberto um procedimento administrativo.

 

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