O mercado de milho no Centro-Sul do país atravessa um período marcado por liquidez reduzida, pressão de oferta e impactos climáticos desiguais sobre a produção. Segundo análise da TF Agroeconômica, fatores como estiagem, incidência de pragas e comportamento cauteloso de compradores ajudam a moldar o cenário atual nos principais estados produtores.
No Rio Grande do Sul, as negociações seguem lentas, com compradores priorizando estoques próprios e realizando aquisições apenas de forma pontual. O mercado spot permanece regionalizado e com volumes reduzidos. As referências variam entre R$ 54,00 e R$ 62,00 por saca, dependendo da praça e dos custos logísticos. O preço médio estadual recuou para R$ 57,31 por saca, queda de 1,60% em relação à semana anterior, refletindo maior disponibilidade do cereal.
Em Santa Catarina, o mercado também apresenta baixa fluidez. As indicações de venda permanecem próximas de R$ 75,00 por saca, enquanto compradores ofertam cerca de R$ 65,00, mantendo o distanciamento entre as partes. No Planalto Norte, os negócios giram entre R$ 70,00 e R$ 75,00. Apesar disso, o Extremo Oeste deve alcançar produtividade superior a 200 sacas por hectare, com possibilidade de novo recorde estadual. O monitoramento fitossanitário indica alta incidência da cigarrinha, favorecida pelas condições climáticas e pelo avanço das lavouras.
No Paraná, o mercado continua travado, com vendedores pedindo cerca de R$ 70,00 por saca e compradores ofertando em torno de R$ 60,00 CIF. A colheita da primeira safra alcança 54% da área, com 93% das lavouras classificadas em boas condições e rendimentos considerados elevados. A semeadura da segunda safra chega a 62%, com 98% das áreas em boas condições.
Em Mato Grosso do Sul, os preços mostram acomodação após quedas recentes. As cotações variam entre R$ 54,00 e R$ 56,50 por saca. O setor de bioenergia segue como importante canal de absorção da oferta, enquanto produtores buscam liberar espaço e compradores atuam de forma seletiva.
Agrolink – Leonardo Gottems













