O mercado internacional da soja encerrou a sessão com valorização nas cotações, impulsionado principalmente por fatores externos ligados ao cenário energético e geopolítico. Segundo análise da TF Agroeconômica, o avanço ocorreu apesar de fundamentos considerados negativos para o grão no curto prazo.
O contrato de soja para março na Bolsa de Chicago fechou em alta de 0,80%, equivalente a 9,25 cents por bushel, cotado a 1163,75. O vencimento de maio avançou 0,83%, com ganho de 9,75 cents, encerrando a 1179,25 por bushel. Entre os derivados, o farelo de soja para março registrou leve recuo de 0,16%, terminando a sessão a 305,6 dólares por tonelada curta. Já o óleo de soja apresentou forte valorização de 3,53%, com avanço de 2,23 cents por libra-peso e fechamento a 65,32.
De acordo com a consultoria, o principal destaque do dia foi justamente o desempenho do óleo de soja, que superou amplamente o movimento do grão. A alta do petróleo estimulou a demanda por biocombustíveis, levando investidores a ampliar posições no derivado. Foram comprados cerca de 12 mil contratos de óleo de soja, enquanto o volume de compras do grão ficou próximo de 7 mil contratos.
Mesmo com esse suporte externo, alguns fatores de oferta e demanda limitaram um movimento mais intenso de alta. O relatório semanal de exportações divulgado pelo USDA apontou vendas de 383,5 mil toneladas, volume considerado fraco e cerca de 18,45% inferior ao registrado no mesmo período do ano anterior.
Ao mesmo tempo, o mercado acompanha o avanço da safra sul-americana. A ANEC projeta exportações brasileiras de 15,7 milhões de toneladas em março, o que amplia a pressão de oferta física no mercado internacional enquanto compradores asiáticos direcionam sua atenção para a produção da região.
Agrolink – Leonardo Gottems













