Associação de proteção aos animais não consegue se manter e canil público está lotado
O canil para abrigar cães e gatos abandonados mantido pela Prefeitura de Chapadão do Sul não está comportando a quantidade de animais largados à própria sorte nas ruas. Uma associação denunciou a situação no município ao MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul).
O Canil Municipal de Chapadão do Sul enfrenta superlotação devido ao crescente número de animais abandonados. Uma associação local, que realiza resgates e atendimentos veterinários desde 2019, denunciou a situação ao Ministério Público, relatando custos mensais superiores a R$ 40 mil, com repasse anual de apenas R$ 90 mil.A prefeitura informou que o canil abriga 127 animais, tendo realizado 288 resgates e 929 castrações em 2025. O MPMS iniciou procedimento administrativo para acompanhar as ações do poder público, incluindo mutirões de castração e campanhas educativas para reduzir os abandonos.
A entidade acolhe os pets desde 2019, oferecendo atividades de resgate, castração e atendimento veterinário subsidiados pelo poder público. Segundo o relato, os custos mensais superam os R$ 40 mil, enquanto o repasse anual é de apenas R$ 90 mil.
Atualmente, cerca de 160 cachorros e 60 gatos estão abrigados. Fora isso, a associação atende animais comunitários e ainda apoia tutores em situação de vulnerabilidade social.
Equipe do MPMS fez visita à associação para apurar as condições, constatando que o espaço possui estrutura organizada, com centro cirúrgico completo, enfermaria, sala de recuperação, gatil, baias amplas e equipe composta por sete funcionários, incluindo médica veterinária. Os funcionários reforçaram as dificuldades para mantê-la funcionando.
Aumento de casos – A prefeitura informou ao Ministério Público que o Canil Municipal abriga 127 animais e realiza atividades de resgate, reabilitação, castração, microchipagem e adoção, contabilizando, apenas em 2025, mais de 288 resgates e 929 castrações.
O Município sustentou que enfrenta um aumento de casos de abandono, inclusive de animais vindos de cidades vizinhas que não possuem estrutura própria para acolhimento. A necessidade de integrar ações entre municípios da região foi apontada.
Diante disso, o MPMS abriu procedimento administrativo para acompanhar as ações do poder público para solucionar a situação, como mutirões de castração, campanhas educativas, fiscalização aos maus-tratos e outras medidas para redução de abandonos
Por Cassia Modena .campograndenews –













