O complexo soja tem uma manhã de baixas generalizadas na Bolsa de Chicago nesta segunda-feira (16). Por volta de 6h55 (horário de Brasília), as cotações trabalhavam com perdas de quase 30 pontos nos principais vencimentos – mais de 2% – acompanhando perdas semelhantes no farelo e no óleo de soja.
Assim, o maio tinha US$ 11,94 e o julho, US$ 12,08 por bushel. No mesmo momento, o farelo de soja recuava 2,3% e o farelo, 1,5% entre as posições mais negociadas. Os três – grão e derivados – subiram intensamente nos últimos dias, acompanhando os movimentos promovidos, principalmente, pela guerra. E assim, aos poucos, vão equilibrando suas atenções também com seus fundamentos.
Nesta semana, as delegações de China e EUA que estão reunidas em Paris buscam concluir essa fase das negociações, com um foco expressivo em acordos agrícolas, antes da cúpula entre Donald Trump e Xi Jinping que acontece em abril, na nação asiática.
O mercado passa por um momento forte de ajustes, mesmo diante da continuidade dos conflitos no Oriente Médio e de novas altas que o petróleo exibe nesta segunda-feira. Os ganhos, porém, eram tímidos. O brent subia 0,9% para levare o barril a US$ 104,13. Já o gás natural e os metais preciosos cediam, com a prata liderando as perdas.
“O fechamento do Estreito de Ormuz está provocando a maior interrupção já registrada no mercado global de energia. Com ataques a navios, drones e minas marítimas, levando a cortes massivos de produção no Oriente Médio e alta de até 60% nos preços de energia. Mesmo que EUA e Israel declarem o fim do conflito, analistas avaliam que o Irã terá influência decisiva sobre a retomada da navegação e da produção, já que a segurança das rotas marítimas continua incerta”, informa o Grupo Labhoro, em seu boletim de abertura de mercado.
Carla Mendes | Instagram @jornalistacarlamendes
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