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Bolsa despenca, mas milho resiste e chama atenção

O mercado de milho apresentou movimentos distintos entre os ambientes futuro e físico, refletindo influências externas e fatores internos de oferta e demanda. Segundo a TF Agroeconômica, as cotações na B3 recuaram pressionadas pela forte queda em Chicago e pela desvalorização do dólar no dia.

Os contratos futuros fecharam em baixa nos principais vencimentos. O contrato maio/26 encerrou a R$ 72,37, com recuo diário de R$ 2,92. Julho/26 ficou em R$ 70,40, enquanto setembro/26 terminou o dia a R$ 70,92, ambos também com perdas. Apesar disso, o mercado físico segue sustentado. Levantamento do Cepea indica redução da oferta disponível no curto prazo, o que elevou a disputa entre compradores e sustentou os preços na maior parte das regiões.

A restrição ocorre mesmo com a colheita da safra de verão em andamento e estoques considerados confortáveis. A prioridade logística voltada à soja e à semeadura da segunda safra limita a disponibilidade imediata, enquanto compradores buscam recompor estoques. O cenário ainda pode ser pressionado pelo custo do frete, influenciado pela alta dos combustíveis.

No Sul, o mercado mantém baixa liquidez. No Rio Grande do Sul, os preços variam entre R$ 56,00 e R$ 62,00 por saca, com leve alta semanal. Em Santa Catarina, há descompasso entre pedidas e ofertas, travando negociações. No Paraná, o cenário é semelhante, com ajustes regionais, mas sem avanço consistente nas vendas.

No Centro-Oeste, Mato Grosso do Sul apresenta recuperação moderada das cotações, entre R$ 55,00 e R$ 57,00 por saca, com o setor de bioenergia ajudando a sustentar a demanda. Ainda assim, a comercialização segue lenta, refletindo um ambiente de oferta elevada e cautela dos agentes.

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