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Fertilizante-chave tem exportação suspensa

A oferta global de fertilizantes nitrogenados enfrenta novos ajustes em meio a restrições logísticas e aumento da demanda agrícola. O cenário pressiona mercados internacionais justamente no início da temporada de plantio em diferentes regiões, elevando a preocupação com custos e disponibilidade de insumos.

 

A Rússia, responsável por até 40% do comércio global de nitrato de amônio, anunciou a interrupção das exportações do produto até 21 de abril. A medida busca assegurar o abastecimento interno durante o plantio da primavera. O Ministério da Agricultura informou que todas as licenças de exportação foram suspensas, com exceção de contratos governamentais já firmados.

O país, que responde por cerca de um quarto da produção mundial do fertilizante, enfrenta limitações para ampliar a oferta em 2026. A crise global de abastecimento foi agravada pelo fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde circula cerca de 24% do comércio mundial de amônia, insumo essencial para a produção de nitrato de amônio.

 

Segundo o governo russo, a decisão prioriza o mercado doméstico diante da crescente demanda externa por fertilizantes nitrogenados. O produto é amplamente utilizado no início do ciclo agrícola, o que intensifica sua importância neste período.

A Rússia mantém limites de exportação desde 2021 e orienta produtores a atenderem primeiro o consumo interno. Entre os principais destinos estão Brasil, Índia, Peru, Mongólia, Marrocos e Moçambique, além de volumes menores enviados aos Estados Unidos. Empresas como Eurochem, Acron e Uralchem lideram a produção no país. Em fevereiro, ataques com drones atingiram uma unidade da Acron responsável por cerca de 11% da produção nacional.

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