A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou, neste sábado (28), que nove paramédicos morreram e outros sete ficaram feridos em ataques israelenses no sul do Líbano. No total, 51 profissionais da saúde foram mortos em março.
Segundo o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, março foi o segundo mês mais mortal para profissionais da saúde no Líbano desde quando a agência da ONU começou a monitorar os ataques aos serviços de saúde no país em outubro de 2023.
Conforme Tedros Adhanom Ghebreyesus, mais de 120 profissionais de saúde ficaram feridos no Líbano desde o início da escalada de violência, em 2 de março, a maioria no sul do país do Oriente Médio.
Devido os ataques, quatro hospitais e 51 centros de cuidados primários de saúde estão fechados, limitando o acesso a cuidados essenciais “em uma altura em que são mais necessários”.
“Os profissionais de saúde estão protegidos pelo direito internacional humanitário e nunca devem ser alvo de ataques. A única maneira de acabar com essas tragédias é acabar com os ataques ao sistema de saúde, agora!”, escreveu o diretor-geral da OMS.
Jornalistas mortos em ataques no Líbano
Um ataque de Israel no sul do Líbano neste sábado (28) matou três jornalistas, sendo dois repórteres e um cinegrafista, segundo as emissoras Al Mayadeen e Al Manar. Os veículos de imprensa são ligados ao grupo xiita Hezbollah, apoiado pelo Irã.
A Al Manar afirmou que seu correspondente Ali Shoeib morreu em um ataque próximo à cidade de Jezzine.
No mesmo bombardeio, Fatima Ftouni, repórter do canal Al Mayadeen, e seu irmão Mohamed, cinegrafista, também foram mortos, segundo as emissoras. Pouco antes do bombardeio, Ftouni havia entrado ao vivo com um boletim no local.
Israel reconhece ter mirado Shoeib
O Exército israelense reconheceu ter mirado Shoeib, o acusando de ser um “terrorista da unidade de inteligência da Força Radwan do Hezbollah”.
Israel afirma que Shoeib atuava “sob o disfarce de jornalista” para “expor a localização de soldados das Forças de Defesa de Israel que operam no sul do Líbano e ao longo da fronteira”. A nota não citou a morte dos demais profissionais.
A emissora Al Manar não respondeu às acusações israelenses, mas descreveu Shoeib como um jornalista “distinto por sua cobertura profissional e precisa dos acontecimentos”.
Autoridades libanesas condenaram o ataque. O presidente do país, Joseph Aoun, classificou a ação como um “crime flagrante que viola todas as leis e acordos que protegem jornalistas”.
Com informações da DW.











