O mercado físico do boi gordo voltou a se deparar com tentativas de compra em patamares mais baixos. No decorrer desta semana, o movimento aparenta ter uniformidade nas principais praças pecuárias brasileiras, destaca a consultoria Safras & Mercado.
Nesta terça-feira (28/4), nas praças de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), referências para o mercado, o preço da arroba do boi gordo teve queda de R$ 2, para R$ 361 no pagamento a prazo, informa a Scot Consultoria. A cotação da vaca caiu R$ 1, para R$ 331 a arroba. Os preços do “boi China” e da novilha não tiveram alterações na comparação diária.
Segundo a Scot, o mercado estava morno, com pecuaristas resistentes a negociar diante das ofertas de compra deprimidas e os frigoríficos compradores, com escalas melhores, oferecendo menos. A pressão resultou em queda nas cotações.
Os dados mais recentes indicam que a arroba do boi gordo vem operando em diferentes níveis pelo país:
São Paulo: R$ 357,83/@ (prazo)
Goiás: R$ 341,43/@ Minas Gerais: R$ 340,29/@
Mato Grosso do Sul: R$ 350,80/@
Mato Grosso: R$ 356,42/@
Além das praças paulistas, outras dez regiões registraram quedas nas cotações do boi gordo, informa a Scot. Os preços ficaram estáveis em 19 praças. Houve altas apenas no sudeste de Mato Grosso e em Alagoas.
Segundo Fernando Iglesias, analista da Safras & Mercado, o movimento de queda de preços deve ser mais intenso em Estados como Goiás e Minas Gerais, dada a pior condição das pastagens após um mês de abril de estresse hídrico. Os pastos estão mais vigorosos no Mato Grosso e na região Norte, o que oferece uma expectativa de quedas menos acentuadas em um primeiro momento nestas praças, considerando a maior capacidade de retenção entre os pecuaristas.
“O mercado também está atento em relação a progressão da cota chinesa, com expectativa de esgotamento em meados de junho, o que tem sido precificado de maneira contundente no mercado futuro”, destaca Iglesias.
Globo Rural – Por
Marcelo Beledeli— Porto Alegre











