O mercado da soja encerrou o dia sob pressão, refletindo a combinação de perdas em Chicago, cautela nas negociações internacionais e ajustes regionais de preços no Brasil. Segundo a TF Agroeconômica, a queda foi puxada pela frustração após a cúpula entre Estados Unidos e China não trazer anúncios concretos de compras, em meio a vendas semanais fracas dos EUA, de 102,1 mil toneladas, o menor nível do ano comercial.
Na CBOT, o contrato de maio recuou 3,35%, a US$ 11,7450 por bushel, enquanto julho caiu 2,97%, a US$ 11,9250. O farelo de soja para julho perdeu 1,77%, e o óleo de soja recuou 0,89%. O movimento refletiu a percepção de que compromissos comerciais ainda não se converteram em compras efetivas, ao mesmo tempo em que Brasil e Argentina revisaram para cima suas estimativas de safra.
No Rio Grande do Sul, a colheita chegou a 95% da área, com produtividade média de 2.871 kg por hectare. O desempenho, porém, é desigual, com áreas de várzea alcançando até 4.800 kg por hectare e perdas severas no Oeste e Noroeste. O mercado físico acompanhou a pressão externa, com o Porto de Rio Grande em queda no disponível e nos contratos de junho.
Em Santa Catarina, as cotações mostraram maior resistência, sustentadas pelo mercado local e pelo cooperativismo. O porto de São Francisco foi cotado a R$ 132,00 por saca, enquanto o foco dos produtores começa a migrar para trigo e canola. No Paraná, a colheita atingiu 99%, mas o desabastecimento de diesel em municípios como Guarapuava, Irati e Rio Azul elevou a preocupação logística em meio à queda nos terminais.
Agrolink – Leonardo Gottems










