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Governo de MS supera entraves e assina contrato de concessão de rodovias da Rota da Celulose na segunda

Depois de um processo idealizado em 2023, marcado por falta de interessados, reformulações no projeto, disputas administrativas e judicialização, o Governo de Mato Grosso do Sul assina na próxima segunda-feira (2) o contrato de concessão da chamada Rota da Celulose.

A concessão será formalizada com a Concessionária Caminhos da Celulose, consórcio liderado por fundo de investimentos da XP, que assumirá a recuperação, operação, manutenção, conservação e ampliação de capacidade de 870 quilômetros de rodovias estaduais e federais pelo prazo de 30 anos.

A assinatura representa o desfecho de um dos processos de concessão mais complexos já conduzidos pelo Estado na área de infraestrutura rodoviária, envolvendo duas tentativas de leilão, ajustes na modelagem econômico-financeira, troca de vencedor e decisões judiciais que mantiveram o resultado final do certame.

O projeto teve início formal 2023, quando o Governo do Estado lançou um PMI (Procedimento de Manifestação de Interesse) com o objetivo de estruturar a concessão de rodovias estratégicas localizadas nas regiões central, leste e do Bolsão sul-mato-grossense. A proposta envolvia trechos das rodovias estaduais MS-040, MS-338 e MS-395, além das federais BR-262 e BR-267, totalizando 869 quilômetros de extensão.

O corredor rodoviário atravessa nove municípios: Campo Grande, Ribas do Rio Pardo, Santa Rita do Pardo, Bataguassu, Água Clara, Três Lagoas, Nova Alvorada do Sul, Nova Andradina e Anaurilândia e foi concebido para atender regiões com alto fluxo de veículos e forte atividade econômica, especialmente ligadas à indústria de celulose, ao setor sucroalcooleiro e à agropecuária.

Desde o início, o governo Eduardo Riedel (PP) tratou o projeto como estratégico para melhorar a infraestrutura logística do Estado, aumentar a competitividade de setores exportadores e reforçar a integração com a Rota Bioceânica, que conecta Mato Grosso do Sul ao Oceano Pacífico.

Governo supera entraves e assina contrato da Rota da Celulose na segunda
Detalhes do projeto da Rota da Celulose em Mato Grosso do Sul (Imagem: Reprodução)

Primeira tentativa de leilão e ausência de interessados

Com os estudos concluídos, o governo estruturou a concessão e marcou o primeiro leilão para dezembro de 2024, na B3, em São Paulo. O projeto previa cerca de R$ 6 bilhões em investimentos em obras de infraestrutura, incluindo duplicações, além de aproximadamente R$ 3 bilhões em custos operacionais ao longo de 30 anos.

No entanto, o leilão não atraiu interessados. A entrega de envelopes, prevista para o início de dezembro, não ocorreu, e o governo anunciou o reagendamento do certame. Poucos dias depois, confirmou a retirada do projeto da Bolsa.

O governador Eduardo Riedel explicou à Assembleia Legislativa que o momento econômico não favoreceu a concessão, citando a alta do dólar, juros elevados e a saturação do mercado de concessões rodoviárias, com milhares de quilômetros sendo ofertados simultaneamente em todo o país.

Governo supera entraves e assina contrato da Rota da Celulose na segunda
Membros do governo estadual e federal batendo martelo na segunda tentativa do leilão (Foto: Divulgação/Governo de MS).
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