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Homem invade casa, agride e enfia papel de medida protetiva na boca da ex-mulher

No Dia Internacional da Mulher, uma auxiliar de cozinha de 33 anos foi novamente vítima de violência do ex-marido, um estudante de 27, em Campo Grande. Mesmo com medida protetiva em vigor, o homem invadiu a casa dela, a agrediu e rasgou o documento judicial, forçando o papel dentro da boca da vítima enquanto a ameaçava de morte caso procurasse a polícia.

Quando os policiais chegaram ao endereço, o agressor já havia fugido. A vítima relatou que ele chegou alterado e passou a agredi-la dentro da casa. Durante a violência, o homem também ameaçou matar o gato de estimação da mulher.

Ao dizer que chamaria a polícia e que tinha medida protetiva contra ele, a vítima foi alvo de mais violência. Conforme o registro policial, o agressor pegou o documento judicial, rasgou o papel e o inseriu à força na boca da mulher, dizendo que a mataria caso fosse denunciado.

Durante as agressões, o homem ainda mordeu a vítima e usou uma faca para desferir golpes contra ela, provocando diversos ferimentos. A mulher apresentava mordida no ombro direito, escoriações no pescoço e no rosto, lábios inchados e com ferimentos internos, além de cortes superficiais nos braços e nas costas.

Em meio ao ataque, o agressor também tomou o celular da vítima. Mesmo ferida, ela conseguiu fugir da residência e buscar ajuda na casa de uma amiga, de onde conseguiu ligar para a polícia.

Equipes da Polícia Militar realizaram rondas na região, mas o suspeito não foi localizado.

Abalada, a vítima recusou-se a ir até a delegacia naquele momento. Segundo os policiais, ela afirmou que não retornaria para registrar a ocorrência, dizendo que “medida protetiva não serve para nada” e que formalizar o caso não impediria novas agressões.

Diante da situação, os policiais prestaram apoio para que a mulher retirasse alguns pertences da residência e se abrigasse na casa da amiga que a ajudou após a fuga. O caso foi registrado como lesão corporal dolosa e ameaça no contexto de violência doméstica.

Se você vive ou testemunha alguma forma de agressão, denuncie. O 180 atende 24 horas e pode orientar e acolher. Em situações de risco imediato, ligue 190. Seu gesto pode salvar uma vida.

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