A SES (Secretaria Estadual de Saúde) publicou resolução que estabelece como será a aplicação do nirsevimabe, anticorpo monoclonal usado na prevenção do VSR (vírus sincicial respiratório), principal causador de bronquiolite em bebês.
O Nirsevimabe é um anticorpo monoclonal de ação prolongada, administrado em dose única, que confere proteção imediata contra o vírus sem exigir que o organismo produza seus próprios anticorpos, função diferente de uma vacina tradicional.
Pelo texto, a aplicação deve ocorrer preferencialmente ainda na maternidade, antes da alta hospitalar, em recém-nascidos prematuros. Também entram no público crianças de até 24 meses com comorbidades, como cardiopatias, doenças pulmonares crônicas, imunossupressão, fibrose cística e síndrome de Down. A regra deixa claro que a aplicação independe da vacinação da gestante contra o vírus.
Caso a criança elegível não receba o anticorpo durante a internação, o acesso passa a ser feito pela RIE (Rede de Imunobiológicos Especiais), com solicitação médica e análise do caso.
A resolução também lista as maternidades habilitadas para aplicação no Estado. Em Campo Grande, estão incluídas a Maternidade Cândido Mariano, a Santa Casa, o Hospital Regional de Mato Grosso do Sul e o Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian, unidade vinculada à UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) e referência em média e alta complexidade no SUS. Na capital, a vacinação passou a ser ofertada a partir de dezembro de 2025.
No interior, a aplicação será feita em unidades como o Hospital Universitário de Dourados, a Santa Casa de Corumbá, o Hospital Nossa Senhora Auxiliadora em Três Lagoas, o Hospital Regional de Amambai, o Hospital Regional de Ponta Porã, além de hospitais municipais e santas casas em cidades como Bonito, Nova Andradina, Rio Brilhante, Aquidauana, Paranaíba, Jardim, Cassilândia e Maracaju.












