Nos últimos meses, cresceu o debate sobre medicamentos vindos do Paraguai, principalmente os usados para emagrecimento. Com isso, surgem dúvidas e até preconceitos sobre a qualidade desses produtos. Afinal, são perigosos ou há desinformação?
Um erro comum é ligar a origem à qualidade. Um medicamento ser fabricado no Paraguai não significa que seja ruim. Um exemplo é a farmacêutica Indufar, uma das maiores do país, que produz medicamentos como a tirzepatida.
Assim como no Brasil, o Paraguai possui um órgão regulador, a DINAVISA, responsável por fiscalizar e autorizar medicamentos. Ou seja, existe controle sanitário, mas feito por outro país.
O ponto principal não é a qualidade, e sim a legalidade. Para ser vendido no Brasil, o medicamento precisa de autorização da ANVISA. Sem esse registro, não pode ser comercializado, mesmo sendo aprovado fora.
Isso ocorre por alguns motivos: falta de registro no Brasil, ausência de autorização de importação e questões de patente. Ou seja, não é porque o remédio é ruim, mas porque não está regularizado.
O mesmo vale ao contrário: um medicamento brasileiro também não pode ser vendido no Paraguai sem aprovação da DINAVISA. Cada país tem suas regras.
Outro ponto envolve os medicamentos em caneta para emagrecimento. Substâncias como semaglutida e tirzepatida estão no centro da discussão. A semaglutida já começa a ter patentes expirando em alguns mercados, abrindo espaço para versões similares. Já a tirzepatida ainda está sob patente.
Quando a patente expira, outras empresas podem produzir o mesmo princípio ativo, o que tende a reduzir o preço e ampliar o acesso.
Mesmo com aprovação em outro país, o maior risco está no uso sem acompanhamento médico. Esses medicamentos alteram o metabolismo, afetam hormônios e podem causar efeitos colaterais.
Portanto, o problema não está só na origem, mas no uso irregular. Generalizar que remédio do Paraguai não presta é um erro.
MEDICAMENTOS DO PARAGUAI: ENTENDA POR QUE SÃO PROIBIDOS NO BRASIL E DESMISTIFIQUE PRECONCEITOS
Nos últimos meses, cresceu o debate sobre medicamentos vindos do Paraguai, principalmente os usados para emagrecimento. Com isso, surgem dúvidas e até preconceitos sobre a qualidade desses produtos. Afinal, são perigosos ou há desinformação?
Um erro comum é ligar a origem à qualidade. Um medicamento ser fabricado no Paraguai não significa que seja ruim. Um exemplo é a farmacêutica Indufar, uma das maiores do país, que produz medicamentos como a tirzepatida.
Assim como no Brasil, o Paraguai possui um órgão regulador, a DINAVISA, responsável por fiscalizar e autorizar medicamentos. Ou seja, existe controle sanitário, mas feito por outro país.
O ponto principal não é a qualidade, e sim a legalidade. Para ser vendido no Brasil, o medicamento precisa de autorização da ANVISA. Sem esse registro, não pode ser comercializado, mesmo sendo aprovado fora.
Isso ocorre por alguns motivos: falta de registro no Brasil, ausência de autorização de importação e questões de patente. Ou seja, não é porque o remédio é ruim, mas porque não está regularizado.
O mesmo vale ao contrário: um medicamento brasileiro também não pode ser vendido no Paraguai sem aprovação da DINAVISA. Cada país tem suas regras.
Outro ponto envolve os medicamentos em caneta para emagrecimento. Substâncias como semaglutida e tirzepatida estão no centro da discussão. A semaglutida já começa a ter patentes expirando em alguns mercados, abrindo espaço para versões similares. Já a tirzepatida ainda está sob patente.
Quando a patente expira, outras empresas podem produzir o mesmo princípio ativo, o que tende a reduzir o preço e ampliar o acesso.
Mesmo com aprovação em outro país, o maior risco está no uso sem acompanhamento médico. Esses medicamentos alteram o metabolismo, afetam hormônios e podem causar efeitos colaterais.
Portanto, o problema não está só na origem, mas no uso irregular. Generalizar que remédio do Paraguai não presta é um erro.
ATENÇÃO: Esta matéria tem caráter apenas informativo. Medicamentos sem autorização no Brasil não devem ser utilizados. O uso deve ser sempre com orienta.
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