Uma mulher de 62 anos foi vítima de uma picada de cobra da espécie jararacuçu do brejo, em uma propriedade rural localizada a cerca de 25 quilômetros da cidade, onde a família reside há mais de 40 anos. O caso mobilizou familiares, amigos e até apoio policial para garantir o rápido socorro da vítima.
De acordo com informações repassadas por familiares, o acidente aconteceu enquanto o marido da vítima realizava a limpeza do quintal, que estava com o mato alto. Durante o trabalho, ele pediu ajuda à esposa para erguer galhos de um pé de limão carregado de frutos, evitando o corte da árvore.
Ao tentar levantar os galhos com o auxílio de um pedaço de madeira, a mulher acabou pisando acidentalmente sobre a cabeça da cobra. Apesar de não ter sido um ataque direto, o animal reagiu e conseguiu desferir o bote, atingindo o pé da vítima com uma das presas.
Mesmo ferida, a mulher conseguiu alertar o marido, que rapidamente organizou o deslocamento até a cidade. Durante o trajeto, familiares foram acionados e uma verdadeira força-tarefa foi montada para agilizar o atendimento.
Segundo relato, houve tentativa de envio de ambulância para encontro na estrada, além do apoio de amigos que foram ao encontro do veículo. Em um trecho de “pare e siga” na serra, houve preocupação com possível retenção, mas outro colega mobilizou apoio policial para garantir a passagem sem interrupções.
A equipe do Pronto Atendimento Médico (PAM) já havia sido avisada previamente sobre o caso, o que permitiu que o atendimento fosse iniciado de forma imediata assim que a vítima chegou à unidade. O tempo entre o acidente e a chegada ao PAM foi de aproximadamente uma hora, fator considerado decisivo para a boa evolução do quadro.
Durante o trajeto, a vítima apresentou sintomas como vômito e fortes dores, sinais típicos de envenenamento por serpentes. No PAM, ela foi atendida pela competente equipe de saúde, recebendo o soro antiofídico e toda a assistência necessária.
Apesar do grande susto, a paciente apresenta quadro estável, permanecendo internada em observação devido ao inchaço e à formação de bolhas no local da picada. A rápida administração do soro foi fundamental para evitar complicações mais graves.
Familiares destacaram que a vítima já havia sofrido um episódio semelhante na infância, quando foi picada por uma cascavel, o que aumentou ainda mais a preocupação no momento do acidente.
O caso serve de alerta para moradores da zona rural quanto aos riscos de animais peçonhentos, especialmente em períodos de vegetação alta, reforçando a importância do uso de equipamentos de proteção e da busca imediata por atendimento médico em situações como essa.











