O mercado de milho registrou um dia de ajustes negativos nas principais referências, refletindo um ambiente de maior cautela entre os agentes. Segundo a TF Agroeconômica, os contratos do cereal negociados na bolsa brasileira encerraram a quinta-feira em baixa, acompanhando o movimento de queda observado também no dólar e na bolsa de Chicago.
Na B3, o milho futuro foi pressionado pela perspectiva de maior oferta regional nos próximos anos. O grão brasileiro deve enfrentar concorrência mais intensa da Argentina em 2026, diante da estimativa da Bolsa de Rosário de crescimento de 10,7% no volume colhido no país vizinho na comparação anual. Esse cenário reforça a leitura de oferta mais ampla no médio prazo e limita reações positivas das cotações. No mercado interno, as negociações seguem travadas, com compradores e vendedores distantes de um consenso em relação aos preços.
Diante desse contexto, os vencimentos futuros encerraram o dia com resultados negativos. O contrato janeiro de 2026 fechou a R$ 68,69, com leve recuo no dia e perda acumulada na semana. O março de 2026 terminou cotado a R$ 71,26, apresentando baixa diária mais acentuada e queda semanal mais expressiva. Já o vencimento de maio de 2026 encerrou a R$ 70,35, mantendo a tendência de desvalorização tanto no dia quanto na semana.
Em Chicago, o milho também fechou em baixa, refletindo a confirmação de um quadro global de oferta elevada. Mesmo com o relatório semanal de exportações dos Estados Unidos dentro do esperado, o mercado permaneceu pressionado após o Conselho Internacional de Grãos elevar a projeção de produção mundial para 1,31 bilhão de toneladas. A estimativa para a safra norte-americana ficou alinhada à do USDA, enquanto a América do Sul contribui para o cenário de abundância com projeções de safra recorde na Argentina, acima de 60 milhões de toneladas, o que reduz o espaço para movimentos de alta no curto prazo.
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