O prefeito de Cassilândia, Rodrigo Freitas, veio a público esclarecer as dúvidas e debates que têm ocorrido na cidade sobre os novos contratos da Educação e o próximo processo seletivo para a contratação de professores. Segundo ele, atualmente não há professores contratados, uma vez que todos os vínculos temporários se encerraram ao final do ano letivo, sendo necessário um novo processo seletivo, que será realizado neste fim de semana.
Um dos principais pontos abordados pelo prefeito refere-se aos profissionais que atuam no apoio educacional a alunos com necessidades especiais. No ano passado, o município contou com mais de 50 professores contratados para acompanhar crianças com laudos e que necessitam de suporte dentro da sala de aula.
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De acordo com Rodrigo Freitas, em grande parte dos municípios de Mato Grosso do Sul esses profissionais vêm sendo substituídos por monitores escolares, em razão de limitações orçamentárias. Em Cassilândia, no entanto, a decisão foi diferente. “Optamos por manter professores em sala de aula, para não substituir esse atendimento por monitores e para preservar a qualidade do apoio educacional às crianças que mais precisam”, destacou o prefeito.
O chefe do Executivo explicou que o principal desafio está relacionado aos recursos do Fundeb. Em 2025, o município recebeu cerca de R$ 24,47 milhões, sendo que 70% desse valor deve ser destinado ao pagamento de profissionais da educação em sala de aula e 30% para o setor administrativo e demais despesas da área. No entanto, os gastos com a folha de pagamento ultrapassaram esse limite, chegando a mais de 88% do recurso do fundo.
Segundo o prefeito, enquanto o valor necessário para a folha seria em torno de R$ 17 milhões, o município investiu aproximadamente R$ 21 milhões, ou seja, R$ 4,5 milhões a mais com recursos próprios. Além disso, Cassilândia aplicou 29% da arrecadação municipal em Educação, acima do mínimo constitucional de 25%, reforçando o compromisso com a área.
Diante desse cenário, Rodrigo Freitas explicou que havia duas alternativas: substituir professores por monitores ou manter os professores com ajustes nos valores pagos aos novos contratados. “Eu optei por manter os professores. Para isso, foi necessário adequar os salários apenas dos futuros contratados. Os professores concursados não tiveram nenhuma alteração, pois têm seus direitos garantidos”, afirmou.
O prefeito ressaltou que a decisão foi tomada com base na responsabilidade fiscal, buscando equilibrar a folha de pagamento com os investimentos necessários nas escolas e no atendimento aos alunos. Entre as ações previstas para este ano, ele anunciou a entrega de novos kits de uniforme escolar, com abrigo, calça, camiseta, meia e tênis, além de mochilas e materiais escolares para todos os estudantes, bem como a manutenção do sistema apostilado.
“Eu sempre fui um defensor dos professores, mas também precisamos pensar nos alunos, na infraestrutura das nossas escolas e na sustentabilidade das contas públicas. A arrecadação não cresce na mesma proporção das despesas, e precisamos administrar com responsabilidade”, destacou o prefeito.
Ao final, Rodrigo Freitas reafirmou que a gestão municipal não tem a intenção de prejudicar profissionais ou famílias. “Nosso objetivo é manter as vagas de trabalho, preservar os professores em sala de aula e continuar buscando o melhor para todos. Estamos aqui para gerir da melhor forma possível e garantir uma educação de qualidade para Cassilândia”, concluiu.
Assessoria de Comunicação – Prefeitura Municipal de Cassilândia












