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Mecânico caiu no Golpe do “comprovante TED” e perdeu carro no valor der R$ 25 mil em Figueirão

O que parecia ser apenas mais uma venda comum de veículo acabou virando dor de cabeça e prejuízo para uma família de Figueirão. Um mecânico do município registrou boletim de ocorrência na Delegacia de Polícia Civil na última sexta-feira (16), após relatar que foi vítima de um golpe durante a negociação de um Fiat Uno Way 1.0, ano 2010/2011, cor bege, placa NTC9I29, ocorrido na quinta-feira (15), na Rua José Zeferino Santana, no Bairro Novo Horizonte em Figueirão.

De acordo com o registro policial, o caso começou com uma abordagem aparentemente tranquila e bem construída. O suposto interessado, identificado como Nelson Arcanjo Nunes, demonstrou interesse no automóvel e afirmou ser sitiante de Costa Rica, usando uma narrativa que passava confiança: disse que compraria o carro por um valor já negociado e que o veículo seria repassado para um vizinho da chácara, com quem ele negociava gado.

A história, segundo a vítima, seguiu com um primeiro contato presencial que parecia confirmar o interesse real na compra. Uma pessoa foi enviada por Nelson para inspecionar o veículo. No local, o indivíduo chegou a agir como se fosse fechar negócio, mas alegou que não tinha gostado do carro e desistiu da compra.

Foi aí que, conforme o boletim, começou a segunda etapa do golpe — mais calculada e mais perigosa. Estelionatário já tinha entrado em contato na semana anterior e na última quinta-feira seguinte, dia 15, Nelson voltou a entrar em contato, desta vez falando diretamente com o pai do vendedor, e informou que outra pessoa iria buscar o veículo, alegando que seria apenas para avaliação e que, se aprovasse, já levaria o carro.

Ainda conforme o relato, por volta das 14h48min54s da última quinta-feira(15), o comunicante recebeu pelo WhatsApp a foto de um comprovante de TED, supostamente realizado por Nelson. Acreditando que o pagamento já havia sido efetuado, a família entregou o Fiat Uno ao terceiro que compareceu ao local e, junto com o carro, acabou entregando também o documento do veículo, mesmo sem conhecer pessoalmente o comprador.

O comunicante explicou que o automóvel ainda estava registrado em nome do proprietário anterior do veículo, e que ele havia adquirido o carro anteriormente, colocando-o agora em revenda. O combinado, segundo a vítima, era que a transferência seria providenciada diretamente após a conclusão do negócio.

A fraude se confirma quando o dinheiro não aparece

Com o passar das horas, o que era para ser uma negociação resolvida virou preocupação. Já no período da noite, o comunicante entrou em contato com Nelson e informou que o valor ainda não havia sido creditado na conta, mesmo após mais de 60 minutos desde o envio do comprovante.

Como resposta, Nelson teria encaminhado outro print, dizendo que um PIX estaria “pendente”, e alegando que o valor seria compensado. Porém, conforme o boletim, o valor negociado — R$ 25.000,00 (vinte e cinco mil reais) — não caiu na conta em momento algum, reforçando a suspeita de que o comprovante apresentado era falso ou que a transferência foi cancelada propositalmente, dentro de uma estratégia para enganar a vítima.

Suspeitos e possível caminho para identificação

No boletim, a vítima relata ainda que, segundo Nelson, o homem que foi buscar o veículo seria chamado Maxsuel. Ele teria estado acompanhado e se deslocava em uma motocicleta Honda Biz, de cor branca.

Outro ponto que pode ser determinante para o avanço das investigações é que, antes de deixarem o local com o veículo, os envolvidos teriam passado em um posto de combustível da cidade, onde realizaram o abastecimento do carro. O local possui câmeras de segurança, o que pode auxiliar na identificação dos suspeitos e no rastreio do deslocamento.

Indícios de golpe e dados suspeito

O caso também levanta suspeitas sobre inconsistências nos dados apresentados durante a negociação. Informações analisadas indicam que há possibilidade de o nome utilizado na negociação não corresponder a uma identidade real e que o CPF exibido em comprovantes pode pertencer a outra pessoa, o que reforça o padrão típico de estelionatos praticados com documentos e prints falsos.

Além disso, há relatos de divergências em dados bancários apresentados, como agência localizada em outro estado, o que aumenta ainda mais o alerta para golpes desse tipo, que costumam explorar pressa, confiança e intermediação de terceiros para dar aparência de “negócio legítimo”.

Fonte Mstododia

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