Os preços da arroba estão com grande pressão baixista e nesse momento, não há elementos que justifiquem uma retomada do movimento de alta do boi gordo. O mercado físico de boi gordo registrou preços mais baixos nas principais praças de produção e comercialização do país nesta sexta-feira, 4. Os preços seguem com grande pressão baixista, sustentado pela menor demanda na ponta consumidora e redução das escalas de abate nas indústrias. Os preços saltaram de R$ 270 para o patamar de R$ 250 no sul mato-grossense. E agora, o que esperar do mercado?
O que esperar do mercado A indústria continua a limitar o fluxo de suas aquisições e operar com a capacidade de abate reduzida, já que o mercado atacadista da carne bovina ainda parece um pouco indefinido. Muitos frigoríficos se ausentaram da compra de gado, avaliando as melhores estratégias para aquisição de boiadas no curto prazo. A expectativa é que a retomada das negociações aconteça em patamares ainda mais baixos na próxima semana. Um ponto positivo é que a oferta permanece restrita e é o fator de limitação mais importante neste momento, impedindo uma maior agressividade de queda.
Atacado No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguiram acomodados. Conforme Iglesias, novos relatos vindos da China geram apreensão no mercado, com autoridades locais indicando para a presença do coronavírus em um lote de carne suína brasileira. “Porém, não foi mencionado em que etapa do trajeto houve contaminação. Além disso, não há comprovação que o coronavírus possa ser transmitido via proteína animal congelada ou mesmo através de embalagens”, disse ele. Com isso, o corte traseiro seguiu em R$ 19,85 o quilo. O corte dianteiro teve preço de R$ 15,80 o quilo, estável e a ponta de agulha permaneceu em R$ 15,40 o quilo.
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