{"id":1011,"date":"2015-05-08T08:28:59","date_gmt":"2015-05-08T12:28:59","guid":{"rendered":"https:\/\/ocorreionews.com.br\/?p=1011"},"modified":"2018-08-20T22:34:16","modified_gmt":"2018-08-21T02:34:16","slug":"de-ms-6-dos-8-deputados-votam-por-novas-regras-do-seguro-desemprego","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=1011","title":{"rendered":"De MS, 6 dos 8 deputados votam por novas regras do seguro-desemprego"},"content":{"rendered":"<div class=\"bloco_texto_span\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Em sess\u00e3o conturbada, com tumulto entre parlamentares, panela\u00e7o no plen\u00e1rio e retirada de sindicalistas das galerias, seis dos oito deputados sul-mato-grossenses disseram sim ao texto-base da MP (Medida Provis\u00f3ria) 665, que endurece as regras de acesso ao seguro-desemprego, ao abono salarial e ao seguro-defeso. Agora, por exemplo, o trabalhador precisar\u00e1 de 12 meses de carteira assinada para ter direito ao seguro-desemprego.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Contra a mudan\u00e7a, votaram os deputados federais Dagoberto Nogueira (PDT) e Luiz Henrique Mandetta (DEM). Por outro lado, Zeca do PT, Vander Loubet (PT), Elizeu Dionizio (SD), Geraldo Resende (PMDB), Carlos Marun (PMDB) e Tereza Cristina (PSB) disseram sim ao projeto do governo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO PDT n\u00e3o vota contra os trabalhadores\u201d, justificou Dagoberto. \u201cO governo at\u00e9 fez um apelo, mas n\u00e3o teve jeito, o PDT ficar contra os trabalhadores \u00e9 o mesmo que pedir para o PV votar contra o meio ambiente\u201d, emendou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Questionado sobre a possibilidade de a presidente Dilma Rousseff retaliar o partido, que, apesar de dar sinais de debandada, ainda est\u00e1 com o governo, o deputado disse que n\u00e3o h\u00e1 nenhuma preocupa\u00e7\u00e3o. \u201cSe ela (a presidente) n\u00e3o tem a dimens\u00e3o da hist\u00f3ria do PDT com o trabalhador, pode retaliar\u201d, comentou Dagoberto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m contr\u00e1rio \u00e0 MP, Mandetta classificou a medida como \u201cabsurda\u201d. \u201c\u00c9 um absurdo fazer ajuste em cima do trabalhador, porque o governo n\u00e3o corta na pr\u00f3pria carne, at\u00e9 agora n\u00e3o cortou nenhum gasto\u201d, ressaltou. Para ele, \u00e9 injusto \u201ctirar de quem j\u00e1 tem pouco\u201d. \u201cO desemprego j\u00e1 bateu 7,8% e pode chegar a dois d\u00edgitos no segundo semestre do ano. Como v\u00e3o ficar essas pessoas?\u201d, indagou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A favor da MP, o deputado federal Carlos Marun atribuiu a decis\u00e3o \u201cao atual momento que o pa\u00eds est\u00e1 vivendo\u201d. \u201cPrecisa de ajustes\u201d, explicou. \u201cMas n\u00e3o votei faceiro\u201d, acrescentou. Ele seguiu a orienta\u00e7\u00e3o do partido. Marun, por\u00e9m, frisou que cobrou do l\u00edder do governo sua parte no momento de ajuste. \u201c\u00c9 preciso agir para reduzir a m\u00e1quina p\u00fablica\u201d, defendeu.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bloco_texto_span\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>Geraldo Resende justificou o voto \u00e0 decis\u00e3o do PMDB de &#8220;fazer um gesto de ajudar o governo no ajuste fiscal&#8221;. Em troca, segundo ele, o governo sinalizou enxugar a m\u00e1quina p\u00fablica. &#8220;N\u00e3o h\u00e1 raz\u00e3o para ter 39 minist\u00e9rios, todo mundo vai precisar fazer sacrif\u00edcios&#8221;, defendeu.<\/p>\n<p>Ele alegou ainda considerar que as mudan\u00e7as n\u00e3o v\u00e3o prejudicar o trabalhador. &#8220;A muitotempo se clama, porque existe, de fato, uma ind\u00fastria de seguro-desemprego, que elevou a patamares jamais vistos o uso desse benef\u00edcio&#8221;, frisou.<\/p>\n<p><strong>Mudan\u00e7as<\/strong> &#8211; Pelo texto aprovado pela C\u00e2mara, o trabalhador ter\u00e1 direito ao seguro-desemprego se tiver trabalhado por pelo menos 12 meses nos \u00faltimos dois anos. O prazo inicial proposto pelo governo era de 18 meses. Antes, o trabalhador precisava de apenas seis meses.<\/p>\n<p>Para poder pedir o benef\u00edcio pela segunda vez, o projeto estipula que o trabalhador tenha nove meses de atividade. Antes, esse prazo exigido era de seis meses de trabalho, e o governo queria ampliar para 12 meses. A proposta mant\u00e9m a regra prevista na MP (seis meses) se o trabalhador requisitar o benef\u00edcio pela terceira vez.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao abono salarial, o texto prev\u00ea que o trabalhador que recebe at\u00e9 dois sal\u00e1rios m\u00ednimos dever\u00e1 ter trabalhado por tr\u00eas meses para ter direito ao benef\u00edcio. O texto do Executivo exigia seis meses.<\/p>\n<p>O abono salarial equivale a um sal\u00e1rio m\u00ednimo vigente e \u00e9 pago anualmente aos trabalhadores que recebem remunera\u00e7\u00e3o mensal de at\u00e9 dois sal\u00e1rios m\u00ednimos. Atualmente o dinheiro \u00e9 pago a quem tenha exercido atividade remunerada por, no m\u00ednimo, 30 dias consecutivos ou n\u00e3o, no ano.<\/p>\n<p>Para o seguro-defeso, pago ao pescador durante o per\u00edodo em que a pesca \u00e9 proibida, foi mantida a regra vigente antes da edi\u00e7\u00e3o da medida provis\u00f3ria: o pescador necessita ter ao menos um ano de registro na categoria. A inten\u00e7\u00e3o do governo era aumentar essa exig\u00eancia para tr\u00eas anos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><strong>Fonte: Campo Grande News<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em sess\u00e3o conturbada, com tumulto entre parlamentares, panela\u00e7o no plen\u00e1rio e retirada de sindicalistas das galerias, seis dos oito deputados sul-mato-grossenses disseram sim ao texto-base da MP (Medida Provis\u00f3ria) 665, que endurece as regras de acesso ao seguro-desemprego, ao abono salarial e ao seguro-defeso. 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