{"id":104802,"date":"2019-01-04T16:09:37","date_gmt":"2019-01-04T19:09:37","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=104802"},"modified":"2019-01-04T16:09:37","modified_gmt":"2019-01-04T19:09:37","slug":"morte-de-enfermeira-e-sintoma-de-condicoes-precarias-de-trabalho-de-profissionais-da-saude","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=104802","title":{"rendered":"Morte de enfermeira \u00e9 sintoma de condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias de trabalho de profissionais da sa\u00fade"},"content":{"rendered":"<div class=\"entry-content clearfix single-post-content\">\n<p>A morte da enfermeira Jana\u00edna Silva no \u00faltimo dia 2 de janeiro <a href=\"https:\/\/www.midiamax.com.br\/cotidiano\/2019\/morte-inesperada-de-enfermeira-comove-amigos-e-coren-ms-emite-nota\/\"><strong>causou enorme como\u00e7\u00e3o entre amigos, familiares e pacientes<\/strong><\/a>. Por um lado, representa a dor da partida da m\u00e3e, amiga e da profissional carinhosa.<\/p>\n<p>Mas, por outro, a morte da enfermeira tamb\u00e9m acende a lanterna vermelha e indica que as coisas n\u00e3o v\u00e3o bem para os profissionais de sa\u00fade em MS. Jana\u00edna pode ter sido apenas mais uma v\u00edtima de um problema estrutural na categoria que, imersa em rotina exaustiva e dilacerante, sucumbiu \u00e0 press\u00e3o no trabalho, ao cansa\u00e7o e a in\u00e9rcia aos cuidados com a pr\u00f3pria sa\u00fade.<\/p>\n<p>Como ela, milhares de outros profissionais tamb\u00e9m enfrentam dupla ou tripla jornada, ganham pouco, submetem-se a uma rotina na qual lidam com o sofrimento dos outros, n\u00e3o conseguem ter tempo para lazer, para a fam\u00edlia e, principalmente, para si. Ao que tudo indica, a morte de Jana\u00edna incrementa uma estat\u00edstica nebulosa de enfermeiros e de t\u00e9cnicos de enfermagem que se mataram.<\/p>\n<p>O suic\u00eddio de profissionais de sa\u00fade \u00e9 um problema estrutural, que se repete Brasil a fora. Mas, no caso mais recente, relatos de funcion\u00e1rios da mesma unidade onde Jana\u00edna trabalhava mencionam ao menos 4 mortes nos \u00faltimo anos.\u00a0Dados da Sesau (Secretaria Municipal de Sa\u00fade) \u2013 que n\u00e3o especificam a profiss\u00e3o das v\u00edtimas de suic\u00eddio \u2013 apontam 864 tentativas de 2014 para c\u00e1, sendo 151 somente at\u00e9 julho de 2018. Foram confirmadas, no mesmo per\u00edodo, 256 mortes \u2013 33 at\u00e9 o primeiro semestre do ano passado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_922211\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-922211\" src=\"https:\/\/cdn.midiamax.com.br\/elasticbeanstalk-us-west-2-809048387867\/uploads\/2019\/01\/Capel\u00e2o-Reis-Arquivo-Pessoal.jpg\" alt=\"\" width=\"352\" height=\"282\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Para o capel\u00e3o Edilson Reis, depress\u00e3o est\u00e1 relacionada a jornadas de trabalho exaustivas (Foto: Arquivo pessoal)<\/figcaption><\/figure>\n<p>H\u00e1 cerca de tr\u00eas d\u00e9cadas debru\u00e7ado sobre o tema do suic\u00eddio, o capit\u00e3o capel\u00e3o do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul, Edilson dos Reis, aponta que o suic\u00eddio entre profissionais de sa\u00fade, dentre os quais est\u00e3o enfermeiros, auxiliares e t\u00e9cnicos de enfermagem, \u00e9 comum. Ou seja, a morte de Jana\u00edna pode n\u00e3o ter sido simplesmente uma fatalidade, mas sintoma de uma rotina de trabalho muitas vezes cruel, e que n\u00e3o acaba simplesmente ao chegar em casa.<\/p>\n<p>\u201cO que pode estar por tr\u00e1s disso? Temos um caminho a pesquisar, mas me parece \u00f3bvio que, al\u00e9m de n\u00e3o tratarmos os transtornos mentais como algo prim\u00e1rio, temos uma s\u00e9rie de outros gatilhos que podem culminar no suic\u00eddio\u201d, alerta o cael\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cTemos em MS v\u00e1rios casos de enfermeiros que se suicidaram, s\u00f3 para citar especificamente esse grupo. Ano passado, em Aquidauana, uma t\u00e9cnica tamb\u00e9m se matou. Relaciono isso \u00e0 carga de trabalho excessiva, \u00e0 ang\u00fastia inerente \u00e0 profiss\u00e3o, \u00e0s quest\u00f5es familiares e, principalmente, \u00e0 tentativa de esconder as quest\u00f5es de sa\u00fade\u201d, comenta Reis.<\/p>\n<p>Segundo o capel\u00e3o, a depress\u00e3o \u2013 que possui v\u00e1rios est\u00e1gios \u2013 \u00e9 uma das condi\u00e7\u00f5es que podem culminar no suic\u00eddio e, como transtorno mental, pode ser diagnosticado e tratado. \u201cA preven\u00e7\u00e3o \u00e9 a chave, mas s\u00f3 procuramos ajuda quando est\u00e1 descontrolado. Por qu\u00ea?\u201d, provoca.<\/p>\n<h3>Rotina exaustiva<\/h3>\n<div class=\"bs-irp right bs-irp-thumbnail-1\">\n<div class=\"bs-pagination-wrapper main-term-none none \">\n<div class=\"listing listing-thumbnail listing-tb-1 clearfix columns-1\">\n<div class=\"post-891504 type-post format-standard has-post-thumbnail   listing-item listing-item-thumbnail listing-item-tb-1 main-term-10\">\n<div class=\"item-inner clearfix\">\n<div class=\"post-meta\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>A resposta pode morar na precariza\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es de trabalho de profissionais da sa\u00fade. O alerta para o autocuidado \u00e9 constante, mas, efetivamente, hospitais, cl\u00ednicas e postos de sa\u00fade o ignoram. S\u00e3o comuns os relatos de jornadas exaustivas, de baixa remunera\u00e7\u00e3o e atraso salarial, de falta de insumos para execu\u00e7\u00e3o adequada do trabalho e de sobrecarga nos ambientes laborais.<\/p>\n<p>Uma das doen\u00e7as associadas \u00e0s condi\u00e7\u00f5es \u00e9 a S\u00edndrome de Burnout, um tipo de depress\u00e3o que \u00e9 ocasionada pelo esgotamento f\u00edsico e mental decorrente das atividades profissionais \u2013 doen\u00e7a mais que comum entre profissionais com jornada de 12h\/36h.<\/p>\n<figure id=\"attachment_922212\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-922212\" src=\"https:\/\/cdn.midiamax.com.br\/elasticbeanstalk-us-west-2-809048387867\/uploads\/2019\/01\/WhatsApp-Image-2019-01-04-at-08.49.01.jpeg\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" srcset=\"https:\/\/cdn.midiamax.com.br\/elasticbeanstalk-us-west-2-809048387867\/uploads\/2019\/01\/WhatsApp-Image-2019-01-04-at-08.49.01.jpeg 300w, https:\/\/cdn.midiamax.com.br\/elasticbeanstalk-us-west-2-809048387867\/uploads\/2019\/01\/WhatsApp-Image-2019-01-04-at-08.49.01-86x64.jpeg 86w\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Presidente do Coren-MS, Sebasti\u00e3o Duarte confirma condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias de trabalho de enfermeiros (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u201cA categoria enfrenta uma dura realidade, na qual a sobrecarga de trabalho se tornou comum. \u00c9 uma profiss\u00e3o que ao longo dos anos se precarizou. A jornada \u00e9 longa e exaustiva e a compensa\u00e7\u00e3o salarial \u00e9 baixa, o que obriga uma dupla ou tripla jornada\u201d, afirma o presidente do Coren-MS (Conselho Regional de Enfermagem de MS), Dr. Sebasti\u00e3o Junior Henrique Duarte.<\/p>\n<p>Outro fato que se relaciona intimamente \u00e9 que estes profissionais n\u00e3o praticam atividades de lazer e nem t\u00eam tempo ou disposi\u00e7\u00e3o para cuidarem da pr\u00f3pria sa\u00fade \u2013 contrassenso comum entre profissionais da \u00e1rea. Os transtornos mentais, do stress \u00e0 depress\u00e3o, s\u00e3o mais evidentes, por\u00e9m ignorados. Mas, al\u00e9m desses, problemas de circula\u00e7\u00e3o, hipertens\u00e3o e demais enfermidades tamb\u00e9m costumam surgir.<\/p>\n<p>\u201cO ideal seria que toda institui\u00e7\u00e3o tivesse laborterapia, que ajudaria a fazer algo, no ambiente de trabalho, que enfermeiros e t\u00e9cnicos n\u00e3o conseguem fazer no dia a dia. O descanso tamb\u00e9m \u00e9 um desafio, pois nem todo mundo consegue gozar dele efetivamente\u201d, completa Duarte.<\/p>\n<p>Uma das quest\u00f5es alavancadas pelo Coren-MS \u00e9 a busca por reconhecimento de direitos trabalhistas. Aposentadoria especial, com 25 anos de contribui\u00e7\u00e3o, \u00e9 um deles. \u201cTemos casos em que o profissional conseguiu na Justi\u00e7a esse direito, mas existem alguns crit\u00e9rios. Por exemplo, s\u00e3o v\u00e1rias institui\u00e7\u00f5es que n\u00e3o reconhecem insalubridade nas enfermarias. H\u00e1 um longo caminho pela frente\u201d, diz o presidente.<\/p>\n<h3>Depress\u00e3o, um tabu<\/h3>\n<p>Em qualquer ambiente profissional, existe uma esp\u00e9cie de discrimina\u00e7\u00e3o contra pessoas que possuem enfermidades mentais. A depress\u00e3o, por exemplo, \u00e9 comumente desacreditada, at\u00e9 mesmo entre profissionais de sa\u00fade.<\/p>\n<p>\u201cA jornada de trabalho \u00e9 muito pesada, essas pessoas det\u00e9m muita responsabilidade, n\u00e3o podem errar. O desconforto e a tens\u00e3o afeta a sa\u00fade deles e, como n\u00e3o h\u00e1 uma compensa\u00e7\u00e3o financeira adequada, eles se submetem a plant\u00f5es ou jornadas no contra-turno\u201d, explica o capel\u00e3o do Corpo de Bombeiros. \u00c9 onde mora o in\u00edcio de um ciclo perigoso.<\/p>\n<p>Segundo Reis, o profissional que sucumbe \u00e0 depress\u00e3o ou ao stress pode buscar tratamento e receber atestado para cuidar de si. \u201cMas, a\u00ed vem o ass\u00e9dio. Ele passa a ser considerado pregui\u00e7oso, v\u00e3o dizer que ele n\u00e3o quer trabalhar. Ele deixa de ganhar adicionais pelos plant\u00f5es. Ent\u00e3o, acaba sendo comum as pessoas se submeterem para n\u00e3o sofrerem essa discrimina\u00e7\u00e3o\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Relatos cient\u00edficos tamb\u00e9m apresentam dados alarmantes. Mulheres enfermeiras, por exemplo, s\u00e3o especificamente mais vulner\u00e1veis \u00e0 depress\u00e3o e, consequentemente, a cometerem suic\u00eddio, devido \u00e0 \u201cterceira jornada\u201d: cuidar da casa, filhos e marido.<\/p>\n<p>\u201cA quest\u00e3o familiar tamb\u00e9m agrava isso. Quando ela chega em casa, tem que cuidar da organiza\u00e7\u00e3o familiar, ou seja, da alimenta\u00e7\u00e3o, da limpeza, da tarefa escolar dos filhos\u2026 O cansa\u00e7o \u00e9 extremo, n\u00e3o tem lazer. As circunst\u00e2ncias alimentam a culpa dos profissionais por n\u00e3o darem conta do que \u00e9, no fim das contas, desumano\u201d, conclui Reis.<\/p>\n<h3>Mais comum do que se pensa<\/h3>\n<p>A reportagem do <strong>Jornal Midiamax<\/strong> que trouxe a primeira repercuss\u00e3o da morte de Jana\u00edna Silva gerou nas redes um debate fundamental sobre o tema. Em meio ao reconhecimento e pesar da partida de Jana\u00edna, houve, tamb\u00e9m, centenas de coment\u00e1rios na mat\u00e9ria e nas redes com relatos assustadores do dia a dia de um enfermeiro ou de um t\u00e9cnico de enfermagem.<\/p>\n<figure id=\"attachment_922215\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-922215 size-publisher-md\" src=\"https:\/\/cdn.midiamax.com.br\/elasticbeanstalk-us-west-2-809048387867\/uploads\/2019\/01\/medicos-pmcg-357x210.jpeg\" alt=\"\" width=\"357\" height=\"210\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">(Foto: Marcos Erm\u00ednio | Midiamax)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Mas, relatos de funcion\u00e1rios de diversas \u00e1reas do Hospital Regional Maria Pedrossian, onde a enfermeira trabalhava, contam que a situa\u00e7\u00e3o enfrentada por Jana\u00edna era, na verdade, generalizada, ocorrendo em diversos setores da unidade hospitalar.<\/p>\n<p>\u201cLembro de ao menos quatro suic\u00eddios, um deles foi ano passado, um rapaz que se matou no pr\u00f3prio hospital. Todo mundo aqui \u00e9 submetido a um volume de trabalho abusivo. Para receber algo decente somos praticamente obrigados a fazer plant\u00f5es de 60h semanais. Ningu\u00e9m descansa, j\u00e1 chegamos aqui cansados. Se chamassem os aprovados no concurso a coisa melhoraria. Estamos pedindo socorro\u201d, conta uma funcion\u00e1ria que prefere n\u00e3o ser identificada.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o temos psic\u00f3logo, n\u00e3o temos gin\u00e1stica ou terapia ocupacional. Somos muito mal tratados por pacientes. Precisamos de cuidados, porque muita gente aqui tem depress\u00e3o. Se tira atestado, acham ruim, ficam falando. Tem gente recorrendo a psicotr\u00f3picos para aguentar o tranco. N\u00e3o recebemos assist\u00eancia nenhuma\u201d, conta outro funcion\u00e1rio, tamb\u00e9m com identidade sob sigilo.<\/p>\n<p>Na pr\u00f3xima semana, funcion\u00e1rios planejam fazer um abaixo-assinado \u00e0 diretoria do Hospital Regional, no qual reivindicar\u00e3o assit\u00eancia psicol\u00f3gica aos trabalhadores, bem como que aprovados no \u00faltimo concurso sejam convocados e, com isso, o volume das atribui\u00e7\u00f5es seja redistribuido. \u201cPrecisamos que olhem pra gente. N\u00f3s cuidamos de pessoas, n\u00e3o queremos morrer\u201d, clamam os funcion\u00e1rios.<\/p>\n<p>Guilherme Cavalcante = midiamax<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A morte da enfermeira Jana\u00edna Silva no \u00faltimo dia 2 de janeiro causou enorme como\u00e7\u00e3o entre amigos, familiares e pacientes. Por um lado, representa a dor da partida da m\u00e3e, amiga e da profissional carinhosa. 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