{"id":106293,"date":"2019-01-28T10:59:08","date_gmt":"2019-01-28T13:59:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=106293"},"modified":"2019-01-28T10:59:08","modified_gmt":"2019-01-28T13:59:08","slug":"algodao-deve-render-10-a-mais-em-ms","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=106293","title":{"rendered":"Algod\u00e3o deve render 10% a mais em MS"},"content":{"rendered":"<p>Com 34 mil hectares, o algod\u00e3o poder\u00e1 ter aumento de 10% na produ\u00e7\u00e3o nesta safra em Mato Grosso do Sul. Segundo dados da Conab, a produ\u00e7\u00e3o pode render 150,5 mil toneladas de algod\u00e3o em caro\u00e7o, que se tornam 61,7 mil toneladas de pluma. No Estado, 28,9 mil hectares s\u00e3o de primeira safra e 5,1 mil hectares de segunda safra. Os pacotes tecnol\u00f3gicos aplicados nesta cultura s\u00e3o, na maioria, provenientes de recursos pr\u00f3prios, pois, como em MS a principal cultura da primeira safra \u00e9 a soja, a expans\u00e3o da \u00e1rea de cultivo de algod\u00e3o \u00e9 lenta, embora j\u00e1 existam cooperativas que compram e beneficiam o algod\u00e3o em caro\u00e7o para processamento na ind\u00fastria t\u00eaxtil, fabrica\u00e7\u00e3o de \u00f3leos e ra\u00e7\u00e3o animal.<\/p>\n<p>De acordo com a assist\u00eancia t\u00e9cnica da Conab, os produtores da regi\u00e3o norte e nordeste do Estado (regi\u00f5es de maior produ\u00e7\u00e3o) tiveram de interromper o plantio em meados de dezembro em raz\u00e3o do veranico. Com a retomada das chuvas no fim do \u00faltimo m\u00eas do ano passado, houve o t\u00e9rmino das opera\u00e7\u00f5es de plantio.<\/p>\n<p>As lavouras plantadas est\u00e3o em est\u00e1dio vegetativo; o per\u00edodo cr\u00edtico s\u00e3o os est\u00e1dios entre a flora\u00e7\u00e3o e a frutifica\u00e7\u00e3o da cultura. Atualmente, a estiagem tem sido a maior preocupa\u00e7\u00e3o por parte dos produtores e, at\u00e9 o presente momento, n\u00e3o h\u00e1 expectativa de perda de produtividade na cultura, sendo previsto em torno de 4.800 kg\/ha para o algod\u00e3o primeira safra e aproximadamente 4.200 kg\/ha para o segunda safra.<\/p>\n<p>As pragas e doen\u00e7as das lavouras est\u00e3o sob controle, pois, como s\u00e3o poucos produtores de algod\u00e3o no Estado, os tratos fitossanit\u00e1rios s\u00e3o facilitados, j\u00e1 que os focos e \u00edndices de contamina\u00e7\u00e3o s\u00e3o reduzidos. Na \u00faltima semana de dezembro, as lavouras de primeira safra se encontravam com plantio finalizado e em desenvolvimento vegetativo, correspondendo a aproximadamente 85% do total, e o restante em germina\u00e7\u00e3o. Os produtores se mostraram confiantes quanto ao aquecimento do mercado do algod\u00e3o e algumas das justificativas dizem respeito \u00e0 balan\u00e7a comercial t\u00eaxtil, al\u00e9m da progress\u00e3o da qualidade do produto ao longo das safras, que tem tido melhora significativa.<\/p>\n<p><strong>Expectativa<\/strong><\/p>\n<p>A expectativa \u00e9 de que a safra nacional 2018\/19 de algod\u00e3o em pluma alcance novamente recorde de produ\u00e7\u00e3o, impulsionada pela eleva\u00e7\u00e3o da \u00e1rea semeada. Esse crescimento, por sua vez, est\u00e1 associado \u00e0 maior rentabilidade do algod\u00e3o diante das demais culturas concorrentes em \u00e1reas e ao ambiente favor\u00e1vel para contratos antecipados (a serem cumpridos em 2019 e tamb\u00e9m 2020), de acordo com informa\u00e7\u00f5es do Centro de Estudos Avan\u00e7ados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq\/USP. Nessas condi\u00e7\u00f5es, pelo segundo ano consecutivo, o Brasil continua como o quarto maior produtor do mundo e, ultrapassando a \u00cdndia, deve se tornar o segundo principal exportador, ficando atr\u00e1s apenas dos Estados Unidos.<\/p>\n<p>No per\u00edodo de tomada de decis\u00e3o sobre a temporada 2018\/19, o algod\u00e3o era uma das poucas culturas com expectativa de manuten\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os atrativos. Com isso, produtores tradicionais e tamb\u00e9m aqueles com disponibilidade de cr\u00e9dito e possibilidade de colheita e beneficiamento terceirizados aumentaram a \u00e1rea e\/ou passaram a cultivar algod\u00e3o.<\/p>\n<aside class=\"grid_4 maisLidasBox\">\n<div class=\"spacer20\"><span style=\"text-transform: initial;\">Um fator que preocupa, contudo, \u00e9 que a temporada 2017\/18, colhida em 2018, j\u00e1 foi recorde, e os excedentes dom\u00e9sticos no ano passado chegaram a 1,6 milh\u00e3o de toneladas. Considerando-se que a pluma da safra passada est\u00e1 em comercializa\u00e7\u00e3o desde agosto\/18, perdurando at\u00e9 julho\/19, o excedente interno passa a ser de 1,3 milh\u00e3o de toneladas. Volume que precisaria ser exportado para n\u00e3o gerar press\u00e3o sobre os pre\u00e7os dom\u00e9sticos.\u00a0<\/span><\/div>\n<div><\/div>\n<\/aside>\n<p>Segundo dados da Secretaria de Com\u00e9rcio Exterior, os embarques de pluma foram intensos nos \u00faltimos cinco meses de 2018, somando 670,3 mil toneladas \u2013 em dezembro\/18, o volume mensal foi recorde, de 214,6 mil toneladas. Caso esse bom ritmo se mantenha, os volumes totais a serem exportados at\u00e9 julho\/19 podem atingir recordes ou superar o excedente dom\u00e9stico (de 1,3 milh\u00e3o de toneladas).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Rosana Siqueira &#8211; Correio do Estado<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com 34 mil hectares, o algod\u00e3o poder\u00e1 ter aumento de 10% na produ\u00e7\u00e3o nesta safra em Mato Grosso do Sul. Segundo dados da Conab, a produ\u00e7\u00e3o pode render 150,5 mil toneladas de algod\u00e3o em caro\u00e7o, que se tornam 61,7 mil toneladas de pluma. No Estado, 28,9 mil hectares s\u00e3o de primeira safra e 5,1 mil [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":106294,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-106293","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-agropecuaria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/106293","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=106293"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/106293\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/106294"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=106293"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=106293"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=106293"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}